Dez anos depois, a cerveja deles é para levar à LETRA

A cerveja LETRA deverá encerrar 2023 com uma faturação de dois milhões de euros. É esta a perspetiva dos sócios, Filipe Macieira e Francisco Pereira, que, para 2024, já têm planos: abrir uma Letraria mais a sul e internacionalizar o conceito, com Paris ou Barcelona a serem as cidades no horizonte.

Dez anos depois, a cerveja deles é para levar à LETRA

O anúncio foi feito no âmbito das comemorações dos dez anos desta cervejeira artesanal criada em Vila Verde, Braga, pelos dois amigos recém-licenciados em Engenharia. Recordam que foi em 1997 que este mercado começou a fermentar, beneficiando da dinâmica de outros projetos empreendedores, todos nascidos a norte.

Na altura, o desafio era o de criar apetência para este tipo de cervejas, mas atualmente – dizem os fundadores da LETRA – a dificuldade está em penetrar num mercado dominado por dois grupos. “O nosso trunfo é a qualidade, mas, por isso, o preço também é mais elevado, pelo que fica difícil competir”, comentam.

Para assinalar estes dez anos, a LETRA lançou uma edição comemorativa – em lata, por entenderem que “é o melhor recipiente para a cerveja, embora em Portugal ainda exista algum preconceito”.

Esta edição vem juntar-se às sete cervejas do portefólio fixo – de A a G, com perfis e intensidades diferentes. Porquê as letras? “A marca foi criada com um intuito pedagógico. Tal como quando se aprende a ler – letra a letra”, partilha Francisco Pereira. Além destas, todos os meses saem da LETRA pelo menos duas cervejas irrepetíveis. Sempre com lúpulo produzido em Vila Verde, com a intenção de recuperar uma tradição da região. Aliás, esta proximidade à terra é – dizem os dois sócios – um dos elementos diferenciadores da empresa, que procura manter a logística o mais local possível, num posicionamento de sustentabilidade.

E, se nos primeiros dez anos, a missão era cultivar a cultura da cerveja artesanal, a par de comunicar a marca, agora o objetivo é expandir a LETRA. E, para isso, vai abrir a primeira Letraria fora da “zona de conforto”: será em Óbidos e vem juntar-se às de Vila Verde, Braga, Ponte de Lima, Porto e Viana do Castelo.

Estes espaços são “plataformas de convite a experimentar a cerveja artesanal”, neles se evidenciando o potencial gastronómico da LETRA. E foi precisamente esse o objetivo do almoço que trouxe Filipe Macieira e Francisco Pereira a Lisboa: um almoço harmonizado com as suas cervejas, pelo chef Habner Gomes, do restaurante japonês Mattë.

Fátima de Sousa

 

Terça-feira, 28 Novembro 2023 10:30


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