Dos olhos para a boca. É a EatTasty da Joana

Começou por ser uma plataforma de confeção e entrega de almoços no local de trabalho, mas, com a pandemia e a evolução do mercado, passou a fazer entregas também nas casas dos utilizadores e a alargar o raio da operação. É a EatTasty, que, explica a Head of Brand, Joana Duarte, mudou toda a comunicação em menos de uma semana, com o foco no consumidor final. A ênfase é agora no alcance e impressões da marca. “Trabalhar o awareness é muito importante porque acreditamos que, se colocarmos a marca à frente dos olhos de mais pessoas, as conseguiremos levar a experimentar e, a partir daí, a nossa comida falará por si”, diz.

 

Briefing | O que motivou a mudança de posicionamento da EatTasty?

Joana Duarte | Quando começámos, o nosso foco de aquisição eram as empresas e, quatro anos depois, ainda há muitos clientes que nos percecionam como um serviço de entrega de almoços em escritórios.

A mudança para uma comunicação focada no consumidor final e nas vantagens da EatTasty face às plataformas de delivery foi motivada pela evolução do mercado, pela relação das pessoas com o delivery e, naturalmente, pela pandemia. Ainda a quarentena não tinha tido início e nós já tínhamos chegado à conclusão que seria necessário acelerar este processo de mudança na comunicação que se estendeu também a alterações no produto e na operação. Em menos de uma semana, mudámos toda a nossa comunicação, de modo a colocar o ênfase na realização de entregas tanto em moradas particulares como de empresas; o processo de compra, dando a possibilidade aos nossos clientes de acrescentar e alternar entre as moradas que quisessem; e a operação, aumentando o nosso raio de entregas em mais de 50%.

O que muda com o novo posicionamento?

Com o novo posicionamento mudam as mensagens-chave da nossa comunicação, de forma a permitir tornar clara a proposta de valor da marca, que assenta na relação entre sabor e conveniência. Isto significa, por exemplo, afastarmo-nos da importância que temos dado ao local de entrega e à distinção entre casa e trabalho. Tivemos de insistir nessa diferença para garantir que os nossos clientes estavam cientes dela e nos levariam com eles quando começassem a ter de trabalhar a partir de casa. No entanto, para a aquisição de novos clientes, o foco estará, cada vez mais, nas características que realmente nos distinguem de outros serviços de delivery e que posicionam a EatTasty como a solução para quem não quer perder tempo a pensar em comida, mas também não quer abdicar de uma refeição saborosa e equilibrada.

Como é que essa transformação se reflete na estratégia de marketing da marca?

Esta transformação reflete-se, sobretudo, na aproximação a novos públicos, ou seja, fazendo uma aposta forte no alcance e impressões da marca. Queremos que mais pessoas conheçam a EatTasty e, por isso, trabalhar o awareness é muito importante porque acreditamos que, se colocarmos a marca à frente dos olhos de mais pessoas, as conseguiremos levar a experimentar e, a partir daí, a nossa comida falará por si.

Como é canalizado o investimento em termos de marketing?

Atualmente, estamos em dois mercados (Lisboa e Madrid), se bem que em estágios diferentes. Em Lisboa, queremos aumentar o awareness e, por isso, há uma aposta natural na aquisição de novos clientes através de diversos canais (maioritariamente digitais), assim como na retenção dos mais de 40.000 clientes já angariados. Em Madrid, onde estamos há menos tempo, o nosso foco está mais em conhecer quem são os nossos clientes fiéis, principalmente agora devido à conjuntura.

Qual a estratégia de diferenciação da marca num mercado em que concorre com gigantes como a UberEats?

Queremos facilitar a vida aos nossos clientes. Por isso, em vez de um menu interminável, temos 6 pratos diferentes para escolherem todos os dias, desde 5.90€. Além disso, a nossa comida é pensada para delivery, o que significa que chega sempre em condições, e não cobramos taxa de entrega.

 De que forma estão a acompanhar as novas tendências do setor de food delivery?

Estamos atentos à forma como as pessoas se passaram a relacionar com a comida num contexto de mudanças de comportamentos e valores causadas pela pandemia. Encomendar uma refeição em poucos clicks deixou de ser uma moda para se tornar um hábito. Isto obriga a que estejamos ainda mais atentos ao que realmente importa, que é, sem dúvida, a qualidade, mas também os desafios que a massificação deste comportamento traz ao nosso negócio – desde o modo como lidamos com os restaurantes que confecionam diariamente a nossa comida, aos pratos que colocamos no menu ou à nossa estratégia comercial.

Qual a estratégia de crescimento da marca?

De momento, estamos, por um lado, a preparar o lançamento do nosso serviço ao jantar e, por outro, a estudar uma possível expansão para novas cidades, tanto a nível nacional como internacional.

Quais as expectativas de negócio para 2020 em Portugal face ao previsto no início do ano?

Felizmente, estamos a conseguir recuperar e a entrar agora numa fase de expansão, pelo que acreditamos que iremos atingir as metas que tínhamos definido para este ano.

Qual a ambição da marca para o próximo ano?

Para o próximo ano, ambicionamos consolidar a nossa marca como uma referência de qualidade no food delivery, multiplicando o número de entregas diárias

sd@briefing.pt

Quinta-feira, 24 Setembro 2020 12:27


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