A resiliência pode desenvolver-se de forma independente ao lidar com as adversidades e superá-las, alguns estão de facto mais propensos a progredir que outros, porém, é no coletivo que a resiliência floresce. É nesse universo das dinâmicas de trabalho e relações entre empresas, marcas e instituições que a resiliência, para a qual o país foi convocado, reside.
Esta capacidade de transpor obstáculos e prosperar envolve flexibilidade, diversidade e adaptabilidade. Agora lhe pergunto, o que você tem feito para desenvolver estes potenciais? Já lá vão três webinários, em que tenho ouvido empresas falarem em mudança de modelo de negócio, inclusive agências de publicidade. Desenvolver a resiliência é criar espaços onde a convergência e a divergência de pontos possa ser estimulada, e que todos possam buscar direções afins. Resiliência é a soma das perspetivas pluriversais, de várias pessoas e contextos. Para tanto, não existe só, é diversa, coletiva e experimental.
Assim, enquanto profissionais de comunicação, de marketing, de marca, design e inovação, este momento convida-nos a repensar os nossos modelos de atuação. Precisamos fomentar novos espaços e dinâmicas mais plurais, diversas e inclusivas. Experimentar formas de parcerias que agregam valor para todos. Criar formas de conectar-nos nas diferenças e semelhanças, como deve ter sido para si ler este texto com um bocado de sotaque brasileiro e com suas nuances do português de cá. A resiliência implica aceitar a diversidade. Que este seja um ano de exercício de resiliência para todos nós.
Raquel Lima, Strategic Planning Unit Lola Normajean e doutoranda em Design Social na Universidade de Barcelona