Fomos treinar com a Calistenia Portugal. Foi PUSHado

A Calistenia Portugal Fit abriu as portas da sua segunda box STHENOS.FIT em Benfica, Lisboa, para dar treinos baseados no peso corporal. Fomos experimentar dar um Push na aula que ajuda a desenvolver o peito – foi “pushado”, mas muito positivo.

Fomos treinar com a Calistenia Portugal. Foi PUSHado

A Calistenia é um método de treino que usa o do próprio peso do corpo, podendo adicionar-se peso extra ou não, e que ajuda a melhorar a estabilidade, flexibilidade e coordenação, além de queimar calorias – claro. A prática ganhou mais adeptos na pandemia de Covid-19, uma vez que pode ser realizada ao ar livre, e no País não foi exceção.

No início de 2020, começaram a juntar-se outdoor, no Jamor, cerca de 70 pessoas para fazer o chamado trabalho calisténico. Assim nasceu a STHENOS.FIT, pela vontade e o capital próprio dos quatro sócios-fundadores, Hugo Ferreira, Luís Duarte Gens “Luiggi”, Kiko Cabrita e Samuel Saraiva. Esta é uma insígnia patenteada, que sustenta a Calistenia Portugal Fit, a marca de boxes que representa a modalidade e os atletas praticantes no País.

E são já duas boxes: a primeira abriu em Carnaxide, em outubro de 2020; e a segunda foi inaugurada em agosto de 2023, em Benfica. Esta última, que conta com 600m2, tinha 100 pré-inscrições aquando do lançamento. “Foi perfeito! Estamos a falar já de um terço dos atletas que tínhamos em Carnaxide”, conta à Briefing o sócio Luiggi.

Todas as aulas têm a duração de uma hora, são guiadas por um coach e estão adaptadas a qualquer nível. “Temos pessoas dos 15 aos 65 anos, que fazem exatamente a mesma aula, uns com progressões para o mesmo exercício e outros com regressões. Dá para adaptar, seja com elásticos, joelhos no chão, carga externa, etc.. Seja para dificultar ou para facilitar, existem sempre dentro do mesmo bloco de exercícios essas progressões ou regressões”, explica Luiggi.

Fomos conhecer a de Benfica, fazer o treino de peito Push e foi – já demos spoiler no início –, lá está, “pushado”. A coach Margarida Megre tinha preparado um primeiro bloco de aquecimento estático, um segundo de aquecimento dinâmico e outros dois com exercícios. Foi um treino muito focado em variações de três tipos de flexões, com tempo, e os últimos 15 minutos mais livres, com pesos, elásticos e barras.

Para uma única aula e tendo em conta que os braços e o peito são, no nosso caso, os pontos fracos, correu muito bem e foi uma experiência positiva. Houve uma altura que vimos a vida a andar para trás, mas, lá está, o apoio da coach, a ajuda mútua dos outros atletas, a diversão – porque existiu – e o facto de o treino ser adaptado a cada pessoa ajudaram imenso a não nos sentirmos perdidos e a esforçarmo-nos. A vontade foi de voltar e conhecer outras aulas.

Carolina Neves

O artigo sairá na íntegra na edição impressa de janeiro.

Segunda-feira, 08 Janeiro 2024 13:00


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