Na Ray Gun, o errado deu certo. Palavra de Hugo

Proximidade aos clientes, novas competências, campanhas que chegaram ao Japão. É destes ingredientes que se constrói o portefólio da Ray Gun em 2020. Num ano em que “deu tudo errado”, muito acabou por dar certo para a agência, segundo o fundador e diretor criativo, Hugo Filipe Pinto.

 

É “bastante positivo” o balanço que o fundador e diretor criativo da Ray Gun, Hugo Filipe Pinto, faz de 2020. “Foi preciso muita determinação e proximidade, mas conseguimos tudo aquilo a que nos propusemos. Quando o mundo parou, estivemos ainda mais do lado dos nossos clientes, fizemos diversas reuniões, explorámos diferentes estratégias e abordagens, e conseguimos chegar a resultados que foram melhores do que os previstos”, justifica, deixando uma nota de orgulho: “Recebemos bastantes elogios no final do ano.”

Ajudar as marcas a atingirem o seu objetivo até foi “mais fácil”: “Criámos soluções a longo prazo, houve muita colaboração. Desenvolvemos menos projetos e recusámos alguns concursos, mas estivemos ao lado dos nossos clientes quando estes mais precisavam, criando soluções transversais para 2020 e para os próximos anos”, nota, rematando: “E não é isto que se espera de uma relação agência/cliente?”

NOVAS COMPETÊNCIAS

O portefólio da agência evoluiu em diferentes áreas. Hugo Filipe Pinto diz que, em advertising, foi “bastante interessante”, na medida em que envolveu trabalho em diferentes mercados além de Portugal, nomeadamente Espanha, Reino Unido e colaborações com o Brasil. Além disso, a Ray Gun desenvolveu competências “muito interessantes” a nível de e-commerce, com estratégias muito focadas no produto e que se desenvolvem sobretudo em formato de vídeo, mas têm como objetivo gerar leads, reduzir a iliteracia digital ou, simplesmente, ajudar a simplificar a jornada de compra do consumidor. “Resultaram muito bem em diferentes mercados, com diferentes maturidades a nível digital – o Reino Unido, por exemplo – e em alguns casos serviram mesmo para todo o mercado europeu”, destaca. Dá conta também de que há projetos já para 2021, na área da sustentabilidade e responsabilidade social. “Algo que sempre fez parte dos nossos valores, mas terá cada vez mais importância na Ray Gun”, assegura.

TOP 2020

Eleger o projeto mais relevante é difícil, porque – diz – todos o são, na medida em que todos foram estruturantes para o negócio em 2020. Ainda assim, “se tivesse de eleger um, daria destaque às duas campanhas que fizemos para a Nintendo Portugal e para os jogos Animal Crossing: New Horizons e Ring Fit Adventures – com a Filomena Cautela e o Nuno Markl. Campanhas de televisão e multimeios que tiveram aprovações em Portugal, Espanha, no centro europeu e até por parte dos developers dos jogos no Japão, que tiveram elogios por onde passaram e foram um sucesso, tanto em notoriedade como em vendas. Desenvolvemos uma estratégia muito integrada e fizemos tudo, da campanha em televisão às redes sociais, passando por digital, outdoor, ponto de venda e até apoio ao nível de RP.”

UM TOQUE

“Somos colaborativos, gostamos de participar e queremos sempre fazer trabalho relevante para o cliente, mais do que para o ego publicitário.” É assim a Ray Gun, pela lente do seu fundador. “Alguns clientes conhecem-nos tão bem ao ponto de já me terem dito, em mais de uma ocasião, que a certo trabalho ‘faltava um toque de Ray Gun’ e tinham razão. O que nos distingue não é só o que se vê de fora, mas é, sobretudo, o que se percebe quando se trabalha connosco regularmente. Não temos medo de errar e isso não nos limita”, partilha.

15 ANOS

A Ray Gun entrou no 15.º ano de vida com uma campanha centrada no erro. Porquê? Hugo Filipe Pinto responde: “Chegámos a um ponto em que todos são perfeitos e especialistas em tudo. Demasiado asséticos e iguais, e todos parecem convergir para o mesmo lugar. A celebração do nosso aniversário vai noutra direção: aprendemos a errar, sem medo, durante estes 15 anos, para chegar mais longe. Por isso, num ano em que deu tudo ‘errado’, voltámos a errar o mais possível para que, no final, tudo desse certo. E, felizmente, deu.”

briefing@briefing.pt

Quarta-feira, 17 Março 2021 12:34


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