Na Rocim, produz-se vinho e crescimento

Novos produtos e crescimento sustentável são uma constante na Herdade do Rocim, que fica em Cuba – do Alentejo, claro – mas que tem projetos também noutras regiões do País. O enólogo e administrador Pedro Ribeiro afirma que, apesar da contração dos mercados, projetam fechar o ano com um aumento.

Na Rocim, produz-se vinho e crescimento

“Estamos sempre a criar novos produtos, em consonância com a nossa equipa comercial, porque, além de ajudar a criar marca, ajuda a criar valor”. É assim na Herdade do Rocim, segundo o enólogo e administrador Pedro Ribeiro. O know-how, o terroir e a inovação da produtora vitivinícola são parte responsável do seu universo de vendas anuais de 1,4 milhões de garrafas – destas 40 a 50 mil são de vinho de talha, de ânfora, tornando-a a que mais produz com este sistema de vinificação.

“Temos vindo de anos de crescimento muito grande, de à volta de um milhão de euros por ano, o que para o nosso volume de negócios é bastante interessante. Em 2024, não vai acontecer, vamos ficar um pouco abaixo disso, porque há uma contração importante dos mercados, sobretudo do português e europeu”, adianta o responsável. Na sua visão, a Ásia não recuperou a performance depois da Covid-19, no entanto, vê esperança no regresso da China, que apresenta a maior classe média do mundo, com cerca de 350 milhões de pessoas, e que gosta de ter este tipo de experiências ocidentais. Já Portugal, demonstra um ligeiro abrandamento e o centro da Europa está a passar por algumas dificuldades. No outro lado, estão o Brasil e os Estados Unidos com um bom crescimento; e Angola, que, embora se encontre um pouco em contraciclo, também está a ser positivo para a Rocim. No ímpeto geral, projeta fechar o ano com “um crescimento, mas um crescimento cauteloso”.

O evento anual Amphora Wine Day, que se realiza no São Martinho, para abrir as talhas e provar o novo vinho, também “está a crescer”. O vinho de talha – denominação protegida para o Alentejo – faz parte do ADN da região e o objetivo da produtora é dar-lhe uma projeção internacional. A quinta edição, que superou os números da anterior, teve como novidade as provas comentadas, em que uma série de produtores, com ânforas em várias regiões, apresentaram os seus vinhos.

Foram 22 produtores estrangeiros – 12 da Geórgia e os restantes de Itália, França, Espanha e Africa do Sul – e 36 nacionais, bem como provadores internacionais de renome.

Para o ano, há mais!

Carolina Neves

Terça-feira, 19 Dezembro 2023 15:27


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