O novo momento na relação da Brandia com o Banif

Este é claramente um momento de comunicação. Para a banca nacional. Quem o afirma ao Briefing é o brand design creative director da Brandia Central, a propósito do novo cliente da agência, o Banif. Trata-se de um reatar de relações e a campanha que, digamos assim, o assinala já está no ar.

Esta não é, de facto, a primeira vez que a Brandia trabalha com o Banif. A agência foi responsável, há alguns anos, pelo processo de rebranding do banco então liderado por Horácio Roque. Miguel Viana recorda que, nessa altura, a visibilidade e a notoriedade da instituição eram praticamente nulas, muito por via de códigos de marca que visualmente quase se confundiam com os de outro banco: é que o azul e o verde dominantes eram também as cores da Caixa Geral de Depósitos. O grupo conhecia um crescimento orgânico assinalável, mas não existia uma noção muito clara da gestão da marca. Não havia – recorda Miguel Viana – a perceção de que o Banif era um grupo.

“Esse trabalho foi muito válido. Trouxe um grande nível de notoriedade para a marca num curto espaço de tempo”, recorda. “Depois de uma relação muito boa, com o branding concluído, o contrato terminou e o Banif entendeu recorrer a outras agências do mercado para o trabalho de continuidade, ao nível de campanhas publicitárias”.

Mas não era um ponto final na relação, já que entretanto o Banif voltou a convidar a Brandia para um pitch, que a agência venceu, conquistando a conta por dois anos. Desta vez “para estarmos ao lado deles, apoiá-los num novo momento que o banco está a atravessar e que tem a ver com o aumento de capital”.

É – afirma Miguel Viana – “um acompanhamento estratégico de todos os momentos que a marca atravessa e, ao mesmo tempo, de disponibilização de equipas na área do advertising para o desenvolvimento de temas específicos”. No ar está a primeira campanha desta nova fase, relacionada precisamente com o aumento de capital e subordinada ao mote “Não deixe passar o momento”.

Sobre os projetos futuros com a marca, o brand designer creative director da agência nada adianta, mas sustenta que este é claramente um momento de comunicação para os bancos.

“Há uma razão sociológica muito clara – para o comum da população, a questão da crise está também associada à banca, que tem uma ‘fatura’ a pagar, justa ou injusta, certa ou errada. Mas são perceções”, justifica. E este contexto “leva a uma questão: o que fazer?”, uma questão transversal a todos os bancos. Se estará ou não presente na comunicação do Banif, Miguel Viana não diz, apenas que é sempre preciso diagnosticar o contexto e que a reflexão tem de ser feita.

fs@briefing.pt

Terça-feira, 27 Maio 2014 10:38


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