Porquê um prémio de comunicação sobre direitos humanos? A Catarina explica

Foi o primeiro projeto da Associação Corações com Coroa e entretanto já soma quatro edições. É o Prémio de Comunicação, que visa incentivar criativos e jornalistas a darem mais eco às causas dos direitos humanos. Porque, nas palavras da cofundadora da organização, Catarina Furtado, é preciso abordar estas temáticas com profundidade, indo para além do mediatismo da vitimização.

E foi a própria experiência de Catarina na comunicação que a levou a decidir-se por esta abordagem. “Há mais de 26 anos a trabalhar nesta área e, paralelamente, a tentar seguir um caminho de intervenção social enquanto comunicadora, senti sempre muita necessidade de falar sobre estas questões que têm a ver com os direitos humanos e com o desenvolvimento sem esquecer ninguém para trás. Mas sentia também dificuldade em falar com os meus diretores e editores sobre a importância de estas questões estarem nos meios de comunicação social, não ao de leve, mas com uma abordagem aprofundada”.

Daí que, quando se juntou a Ana Torres e a Ana Magalhães para oficializar a sua intervenção social através de uma organização não governamental, o prémio de comunicação tenha sido o primeiro projeto idealizado para a Corações com Coroa. “Achava que devia haver um estímulo e através de um prémio é possível incentivarmos os jornalistas. Para isso é claro que é fundamental o patrocinador. Mas o prémio é também uma forma de replicar os trabalhos premiados, quer na área do jornalismo, quer na área da publicidade. Porque, após o evento de atribuição dos prémios, as reportagens e as campanhas voltam a ser vistas, a ser noticiadas. Os trabalhos e as temáticas ganham uma nova vida”.

 

Foi o caso de “O Amor Não Mata“, trabalho da jornalista Ana Sofia Fonseca e do repórter de imagem Paulo Cepa, para a SIC, vencedor na última edição na categoria de Jornalismo, ex-aequo com “A Fronteira da Hipocrisia“, da autoria de Susana Bento Ramos, da TVI, com edição de imagem de Ligia Van der Kellen e imagem de Nuno Sá, Pedro Batista, Pedro Cordeiro e Carlos Rodrigues.

Foi igualmente o caso de “Ativar a Inclusão“, trabalho da Fim Brokers, com produção da Show Off Filmes, vencedor na categoria Campanha.

Nesta quarta edição, e com as candidaturas em curso até 5 de julho, os vencedores serão apurados por um painel constituído por Ana Paula Laborinho, presidente do Instituto Camões; Catarina Albuquerque, da Procuradoria-Geral da República; Luís Cabaço, da Comissão de Direitos Humanos do Ministério dos Negócios Estrangeiros; Miguel Barros, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Publicidade, Marketing e Comunicação; Nádia Reis, diretora de Relações Públicas, Ativação de Marca e Responsabilidade Social da Sonae MC; e Ana Magalhães, da direção da Corações com Coroa. O jornalista Joaquim Furtado preside ao júri.

Este assunto será alvo de desenvolvimento na próxima edição impressa da Briefing.

 

fs@briefing.pt

 

Sexta-feira, 24 Junho 2016 12:32


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