Qualidade técnica e preço dividem CAEM

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O concurso de audiências televisivas está dividido entre a melhor qualidade na componente técnica e o preço. Isto porque a GfK apresentou no concurso um valor mais baixo, que agrada ao anunciantes, enquanto a Marktest é preferida pelas agências de meios e televisões.

A Marktest recebeu a melhor pontuação na componente
técnica. Facto relevado pela operadoras de televisão e as agências de meios, que
consideram que a “qualidade técnica é vital na implementação do sistema
de audiências para os próximos anos”, segundo avançaram fontes próximas do processo ao Jornal de
Negócios. Este argumento privilegia a candidatura da Marktest
por achar ser preferível ter um preço mais alto mas não se ter dúvidas
quanto à qualidade do serviço.

Os anunciantes, por seu turno, representados pela Associação Portuguesa
de Anunciantes, optam por um preço mais baixo, justificando a sua
decisão pelos custos indirectos que possam vir a ser acarretados pelas
empresas que investem em publicidade. Isto porque ao pagarem um preço
mais alto pelo serviço de audimetria, as agências de meios acabarão por
cobrar um preço mais alto pelo seu serviço aos anunciantes.

A decisão do concurso, a cargo da Comissão de Análise de Estudos de
Meios (CAEM), já devia ter sido tomada no final de 2010. Porém, a falta
de consenso quanto à decisão a tomar levou a sucessivos adiamentos da
decisão.

Na passada quarta-feira, 5 de Janeiro, Fernando Cruz, director-executivo
da CAEM, afirmou que não iria tecer qualquer comentário sobre o
concurso até este estar concluído.

De entre as várias reuniões da CAEM, ficou decidido pelos responsáveis
da comissão que a Marktest e a GfK iriam ser chamadas para apresentarem os
argumentos finais sobre as respectivas candidaturas.

O sistema que ganhar o concurso vai substituir o actual da Marktest que
vigora desde 1998. A nova audimetria a ser feita vai ter já em conta o
fim da televisão analógica em Portugal.

Para além da Marktest e da GfK estiveram também a concurso a
Euroexpansão, a AGB/Nielsen e a Kantar Media/TNS. Contudo, as duas
últimas retiraram-se do concurso, enquanto a proposta da Euroexpansão
acabou por ser excluída pela CAEM.

Fonte: Jornal de Negócios

Sexta-feira, 07 Janeiro 2011 11:05


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