Sabor do Ano com selo em braille

Sabor do Ano com selo em braille
A certificação Sabor do Ano 2013 vai ter selo em braille. É um gesto simbólico da Tryp Network mas com uma missão muito objetiva: sensibilizar a indústria para a necessidade de contribuir para a autonomia dos deficientes visuais no processo de compra.

A iniciativa conta com o apoio da ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, que vê este selo em braille como um primeiro passo para sensibilizar a indústria para os direitos dos cidadãos invisuais enquanto consumidores.

Pedro Velhinho, da ACAPO, explicou – ontem, na apresentação do selo – que já existem superfícies comerciais com assistentes que auxiliam os cidadãos invisuais nas compras, mas o que estes consumidores pretendem é ser autónomos, para comprarem o que querem, quando querem, sem estarem dependentes de outros. E para isso muito contribuiria que informação como o prazo de validade ou a composição dos produtos estivesse gravada em braille nas embalagens – até porque não os auxiliaria só nos espaços comerciais, auxiliaria também em casa.

Seria, além disso, uma boa oportunidade de negócio: “Numa altura de crise, em que tanto se fala nos nichos de mercado, penso que os 163 mil deficientes visuais que, segundo o Censo de 2001, existem em Portugal são um belo nicho…”, comentou.

O selo Sabor do Ano é o único selo de qualidade gustativa atribuído pelos consumidores, distinguindo anualmente produtos agroalimentares do mercado nacional. As candidaturas para a edição de 2013, a primeira em que vigora esta parceria com a ACAPO, estão já abertas, decorrendo até setembro.

Depois disso os produtos candidatos serão submetidos a provas de degustação em laboratórios independentes de análise sensorial da FullSense, com recurso ao método de prova cega com consumidores, sem associação a marcas. No final do ano ficar-se-á a conhecer os vencedores.

Para Débora Santos Silva, da Tryp, a certificação Sabor do Ano constitui “uma excelente oportunidade para as marcas verem reconhecida a sua aposta no desenvolvimento de produtos que vão ao encontro do gosto e da preferência dos consumidores portugueses”, sobretudo no contexto atual em que “os consumidores valorizam a qualidade e a confiança dos produtos”.

Fonte: Briefing

Sexta-feira, 25 Maio 2012 09:59


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