Simples, próximo e justo. O propósito do Santander passa por aqui, segundo a Inês

Ser uma marca da banca responsável. É este o propósito do Santander que alicerça a intervenção em tempos de crise sanitária, afirma a administradora Inês Oom de Sousa, reforçando: “Queremos continuar a seguir este caminho, não só porque o consideramos o correto e porque queremos ser simples, próximos e justos em tudo o que fazemos, mas, acima de tudo, porque sabemos que é isso que os nossos clientes, colaboradores, acionistas e a sociedade esperam de nós”.

 

Cerca de sete milhões de euros é a verba que o Santander Portugal reserva anualmente, em média, para a responsabilidade social corporativa, aqui se incluindo o apoio às universidades. Uma verba que foi ajustada como resposta à atual crise: “Triplicámos o valor do nosso orçamento de responsabilidade social, na parte dos donativos a instituições que apoiam quem mais precisa. Neste momento, o Santander Portugal já disponibilizou 3,2 milhões de euros para ajudar no combate à Covid-19”, concretiza.

“No atual contexto, sentimos imediatamente que o nosso papel enquanto banco responsável se reveste de particular importância e colocámo-nos junto dos profissionais e instituições de saúde, das ONG e das IPSS que apoiam os setores mais vulneráveis da sociedade e também das universidades para enfrentar os impactos da pandemia”, enquadra.

O valor deste apoio foi alocado à compra de ventiladores, material hospitalar e de proteção, a campanhas solidárias ligadas ao Banco Alimentar, à Cruz Vermelha e outras associações que estão no terreno. No âmbito das universidades e politécnicos, passou também por apoios financeiros e tecnológicos aos estudantes em situação económica mais vulnerável e a projetos na área da Saúde que possam impactar diretamente na solução da pandemia. Deste modo, o Santander autorizou a disponibilização de mais de 600 mil euros para aquisição de material hospitalar, através de vários projetos que pretendem dotar as instituições de saúde portuguesas de melhores condições para fazer face ao surto de Covid-19 (ver caixa). Já no âmbito do apoio aos setores mais vulneráveis da sociedade, destaca-se a campanha solidária #Nunca Desistir, da qual o Santander Portugal é parceiro financeiro, e que visou angariar fundos para alimentar as famílias que precisam de apoio neste contexto de emergência nacional. Os beneficiários dos fundos são a Cruz Vermelha Portuguesa e a Rede de Emergência Alimentar, tendo o banco doado 25 mil euros a cada.

Quanto ao apoio a instituições de ensino superior, foi dotado de dois milhões de euros, do mecenato do banco. Os estudos são o alvo desta intervenção, sendo que, no imediato, estão a ser disponibilizados fundos para os que se encontram em situação de emergência económica e, a partir de setembro, serão atribuídas 1.000 Bolsas de Apoio Social. Entre as medidas estão também a aquisição de computadores e equipamento informático para garantir que todos os alunos têm acesso ao ensino à distância nas melhores condições possíveis. Esta iniciativa vai estender-se aos funcionários das instituições, potenciando o seu teletrabalho. Já, na área da Saúde, Inês Oom de Sousa sublinha que as verbas do Santander permitirão às universidades e politécnicos “intensificar um papel muito importante no combate à Covid-19, para o qual estão a ser chamados”, adaptando os seus laboratórios para a produção de testes e utilizando impressoras 3D para a produção de equipamento de proteção para o pessoal de saúde, “que tanto escasseia no mercado”. E exemplifica com projetos como o da Universidade de Évora, que, com o apoio do banco, criou um fundo solidário de 200 mil euros, ou o da Universidade de Trás-os-Montes, que instalou um centro de acolhimento temporário para acomodar os idosos provenientes de lares afetados pela pandemia. Ou ainda a intervenção do Instituto Politécnico de Setúbal, que disponibiliza equipamentos para a realização de testes, produção de viseiras e álcool gel, entre outras iniciativas.

A responsabilidade social foi também posta em prática a nível interno, mediante ações dirigidas aos colaboradores. Em meados de março, o banco articulou o teletrabalho com a rotação nos postos de atendimento ao público, a par com um conjunto de 70 medidas que, diz a administradora, fazem parte de “uma empresa familiarmente responsável”. E, nesse sentido, “numa prova de confiança na estabilidade, solidez e recuperação futura da economia nacional, compromete-se a não utilizar a figura do layoff simplificado”. Além disso, os colaboradores que estejam em regime de teletrabalho, de quarentena, ou a usufruir da licença decorrente da suspensão das atividades letivas e do fecho de lares, têm assegurado o pagamento do salário e do subsídio de alimentação a 100%, além de que aqueles que enfrentem necessidades imediatas de liquidez têm a possibilidade de antecipar até 50% do subsídio de Natal. Foi ainda aprovado um crédito de formação até 50.000 euros, com uma taxa muito reduzida, para que os colaboradores possam fazer face às despesas das propinas das universidades dos filhos. No mesmo pacote de apoios está o pagamento da primeira análise à Covid-19 a todos os colaboradores com contacto direto com pessoas infetadas ou com sintomas da doença. Finalmente, foram lançadas duas linhas específicas – uma de apoio médico e outra de apoio psicológico.

Notando que o banco foi considerado, pelo quarto ano consecutivo, um Great Place to Work, Inês Oom de Sousa refere ainda o Fundo Santander Solidário, um fundo interno através do qual os colaboradores contribuíram para garantir o acesso à alimentação a pessoas e famílias vulneráveis em tempos de Covid-19, com os seus donativos. “O banco duplicou o montante angariado e, juntos, vamos atribuir mais de 80.000 euros para refeições a uma rede alargada de associações e instituições em todo o País, que identificámos como as que que estão com um incremento de atividade e com maiores necessidades neste momento”, sublinha.

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Segunda-feira, 22 Junho 2020 11:31


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