Uma agência irreverente? É a estratégia da Dengun para crescer

 Uma agência irreverente? É a estratégia da Dengun para crescerA Dengun, agência digital nascida no Algarve, faz da irreverência uma ferramenta para crescer e fazer crescer o negócio dos clientes. Aos oito anos e para assinalar a meta dos 500 anos, apostou no rebranding para, segundo o CEO, Miguel Fernandes, se afirmar como full service.

Briefing | Como descreve a evolução da agência nos oito anos de existência?

A Dengun sempre teve um crescimento sustentado sem nunca dar um passo maior que a perna. É uma empresa que começou do zero, sem qualquer rede de contatos e que foi crescendo baseada nos resultados alcançados, adquirindo novos clientes através de recomendações dos mesmos.

Nos primeiros cinco anos tivemos um crescimento muito contido e nos últimos três arriscámos mais e passámos de uma equipa de quatro pessoas para 50 colaboradores, distribuídos entre a nossa sede em Faro e as delegações em Lisboa, Holanda e Bélgica.

O que significa para a Dengun atingir os 500 clientes?

Para nós significa que conseguimos conquistar a confiança do mercado nacional e que estamos a conseguir chegar a clientes internacionais. É um orgulho conseguir reter o capital humano e know-how numa região periférica e conseguir prestar serviços do Algarve para o mundo, com qualidade e mantendo relações comerciais duradouras.

Porque optou pelo rebranding nesta altura? Quais as principais mudanças?

O rebranding surge numa altura em que nos afirmamos mais do que uma agência web, somos sim uma agência digital full service. A mudança na nossa imagem foi motivada por querermos melhor comunicar quem somos: jovens, criativos, inovadores. Temos ajudado muitos clientes a fazer crescer os seus negócios e isso só se consegue com alguma irreverência. A nossa assinatura “Creators, Fun Lovers, Magic Makers” transmite assim o nosso espírito e a nossa cultura empresarial.

A Dengun define-se como uma agência regional ou nacional?

A Dengun define-se como uma agência global. Hoje em dia acreditamos que, num mundo digital, as barreiras são cada vez mais ténues.

O facto de estar situada no Algarve é uma limitação?

Acredito que, no início da Dengun, foi um fator que travou o nosso crescimento, pois as necessidades regionais de desenvolvimento de software web ou mobile há oito anos eram escassas.

Se estivéssemos sedeados em Lisboa ou nos Estados Unidos teríamos tido um crescimento mais rápido, contudo este crescimento mais sustentado permitiu à empresa desenvolver fundações mais sólidas.

Atualmente consideramos a nossa localização como uma vantagem, pois cada vez mais o Algarve está a atrair investimento e recursos na área da tecnologia, e permite que os nossos colaboradores usufruam de uma melhor qualidade da vida.

O facto de estar no Algarve obriga, de certa forma, a uma especialização em turismo?

Sem dúvida que a proximidade aos clientes deste setor nos permitiu especializar em turismo, principalmente em Hotelaria, área na qual adquirimos bastante conhecimento. Da mesma forma que fomos procurados por clientes dessas áreas, somos procurados por clientes de outros sectores, como o agrícola, saúde ou investigação científica.

Sempre tivemos a visão de sermos uma software house que consegue desenvolver uma plataforma digital, seja para web ou mobile, para qualquer setor de negócio.

Como gerem os clientes internacionais?

Temos uma equipa comercial a nível internacional, com escritórios na Holanda e na Bélgica, que garante um acompanhamento mais próximo dos nossos clientes. Os gestores de projetos dedicados são os elementos chave da equipa, mantendo uma comunicação contínua com os clientes.

Ao termos uma equipa composta por diversas nacionalidades, temos a facilidade de comunicar em diversas línguas, desde português, espanhol, holandês entre outras.

Gostamos também de convidar os clientes a visitar o Algarve e reunir nas nossas instalações.

A expansão está nos planos? Como?

Trabalhamos atualmente na expansão a nível internacional, solidificando as nossas relações comerciais no norte da Europa. Começamos também a ser procurados a nível de desenvolvimento web e mobile nos EUA.

Que objetivos querem alcançar até ao fim de 2017?

Ao longo deste ano temos trabalhado para aumentar o nosso leque de clientes, investir em capital humano e melhorar a nossa cultura empresarial. Sendo este um trabalho contínuo, apenas queremos chegar ao fim do ano com o sentimento do dever cumprido.

Os objetivos de faturação são conhecidos entre a equipa, mas acima de tudo partilhamos o gosto pelo que fazemos, com o objetivo de sermos cada vez melhores e nos sentirmos felizes e realizados com o trabalho que fazemos.

briefing@briefing.pt

 

Quinta-feira, 28 Setembro 2017 11:43


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