Uma voz ativa na sociedade

O programa “Heróis Betano” é a face mais visível da política de responsabilidade social da Betano, que é explicada pela Communications & PR Manager, Inês Andrade.

Uma voz ativa na sociedade

Ser uma voz ativa na sociedade. É este o princípio orientador da política de responsabilidade da Betano e que conduz a marca no apoio a causas e iniciativas em que pode, realmente, fazer a diferença. Assim afirma a Communications & PR Manager, Inês Andrade, especificando: “Somos acérrimos defensores da inclusão, seja ela social ou no desporto. Criar espaço para a inclusão é proporcionar oportunidades iguais para todos, independentemente das suas capacidades e sem restrições. Além da inclusão, estamos ainda atentos às necessidades da sociedade, de uma forma geral, arranjando formas de contribuir nos momentos mais difíceis.”

São causas que, reforça, estão alinhadas com os valores da empresa. O facto de operar no segmento do entretenimento não determina a abordagem à responsabilidade social, o que a determina é, sim, a vontade de fazer a diferença: “Queremos ser uma organização com um papel ativo na sociedade em que estamos inseridos e, por isso, procuramos sempre escolher as causas a que nos associamos com responsabilidade”, realça.

O principal esforço tem sido canalizado para o programa “Heróis Betano”, que reúne projetos desportivos de atletas amadores. Porém, Inês Andrade sustenta que a porta está aberta para abraçar outras iniciativas pontuais, como, aliás, “tem acontecido ao longo do ano” e que a marca planeia “continuar a reforçar”. Acima de tudo, o nosso foco no que diz respeito à solidariedade é retribuir à sociedade onde estamos inseridos e que nos tem reconhecido”, atesta.

Este é o posicionamento da Betano, em concreto, mas, olhando para o panorama global, a porta-voz manifesta a sua convicção de que a responsabilidade social constitui um elo de fortalecimento na relação das marcas com os consumidores. É – diz – uma ligação simples e exemplifica com algumas questões que estão na mente do público: Identifico-me com aquela marca? Com a forma como ela comunica? Com as iniciativas que promove? Com o papel que desempenha na sociedade? Entende, a propósito: “Todos nós, de uma forma mais emocional ou mais racional, refletimos sobre o que nos rodeia e temos tendência para fazer escolhas consoante o que mais se identifica connosco.”

Assim sendo, e voltando ao universo das marcas, considera “impossível ignorar este elo” que importa criar com os consumidores. “Estamos no mercado por eles e para os servir da melhor forma; então, temos de ir ao encontro das suas expectativas, mas temos também de alinhar valores com eles”, argumenta. É – afiança – o que a Betano faz com o seu programa “Heróis”, assim como com outras iniciativas que desenvolve ao abrigo da estratégia de responsabilidade social: “contribuem positivamente para fortalecer a relação da marca com o público”.

E, neste contexto, defende que, no geral, o marketing deve ter componentes socialmente responsáveis, na medida em que “uma marca não se pode dissociar da sociedade em que se insere”. E isso – enfatiza – nada tem a ver com a área de negócio. Não obstante, e sendo a Betano uma marca do portefólio da Kaizen Gaming, Inês Andrade não deixa de se referir a algumas particularidades inerentes: “No nosso caso, além de cumprirmos escrupulosamente todas as recomendações do manual de boas práticas de publicidade, temos uma série de iniciativas relacionadas com a forma como comunicamos, nomeadamente cuidados que temos na esfera digital, bem como com os próprios conteúdos, criando conteúdos específicos sobre, por exemplo, jogo responsável.” Ainda assim, há uma mensagem transversal que a Communications & PR Manager sublinha: “A forma como as marcas comunicam para fora deve ter em consideração a responsabilidade social.”

A essência do “Heróis”

Chama-se “Heróis Betano” e é o programa de responsabilidade social que acompanha a marca ao longo do ano. Traduz a forma como está ligada ao desporto e é, nas palavras da Communications & PR Manager, um projeto que define a Betano na sua essência. Porquê? “Porque damos a oportunidade a amadores de conseguirem alcançar os seus objetivos desportivos”, começa por responder, para logo de seguida desenvolver a ideia: “Muitas pessoas têm talento, dedicação, trabalho e só não são reconhecidas no mundo do desporto porque lhes faltaram os meios para seguir um determinado sonho. É aí que entramos: criamos as condições para que possam seguir os seus objetivos desportivos.”

É um vestir da camisola, “literalmente”. Inês Andrade junta-lhe outra virtude: a de ser um projeto 100% inclusivo. “É um princípio fulcral para nós que exista inclusão no desporto e trabalhamos arduamente para defender este princípio”, comenta. Assim acontece no “Heróis Betano”, que apoia atletas como Norberto Mourão ou os Iron Brothers. Assim é também no Projeto Sexto Sentido, ou na ligação da marca com os clubes de futebol que patrocina: “Constantemente partilhamos ideias e iniciativas para tornar o futebol mais inclusivo.” A propósito, exemplifica com uma iniciativa recente, que remonta ao mês de setembro, em que a marca assinalou o Dia Internacional das Línguas Gestuais com a doação de 80 bilhetes para que a comunidade surda pudesse celebrar a data de uma forma diferente, assistindo à jornada de futebol desse fim-de-semana. Acresce que, “para dar maior voz à causa”, as camisolas dos três clubes – FC Porto, Sporting CP e SL Benfica – foram alteradas, com o logótipo das Betano inscrito em Língua Gestual Portuguesa.

Inês Andrade destaca uma outra iniciativa de cariz social promovida pela empresa, o “Alimenta esta Corrida”, protagonizada pelo atleta de trail running Hélio Fumo: correu dez horas seguidas em torno da praça de touros do Campo Pequeno, em Lisboa, com o propósito de angariar o máximo de comida possível para distribuir por duas associações sociais, que têm muitas famílias para ajudar. Todos os participantes dessa corrida tinham de contribuir com um bem alimentar para se juntarem ao Hélio Fumo. O balanço foram 1,6 toneladas de alimentos angariados dessa forma, tendo a Betano doado duas toneladas extra. E, ainda, entregue 25 mil euros ao Hospital de São João do Porto, para aquisição de uma ambulância totalmente equipada, “uma necessidade muito grande que um dos principais hospitais da zona norte tinha naquele momento”. Esta foi uma parceria com o FC Porto, que doou o mesmo montante.

De volta ao “Heróis Betano”, a porta-voz manifesta o orgulho de quem tem visto o programa crescer: “Poder ajudar estes atletas e, de certa forma, incentivar muitos outros a seguir os seus sonhos é impagável.” Mas, o que é preciso para se ser um destes “heróis”? Há que ter um objetivo desportivo concreto, mas também é preciso ser esforçado, trabalhador e ter uma história que seja um exemplo de alguma forma. “Os nossos atletas são uma inspiração para quem os vê, seja numa corrida, numa luta ou a percorrer as águas de uma prova de canoagem. Todos eles nos inspiram de alguma forma e isso vê-se no carinho que o público tem mostrado por esta causa”, partilha Inês Andrade. Vê-se igualmente no crescimento do número de candidaturas: no ano passado, foram mais de 200 e, este ano, com a nova fase de admissões prestes a abrir, a expectativa é que sejam muitas mais. A propósito de inspiração, a porta-voz da Betano partilha o caso de José Sousa, atleta que trabalha nove horas por dia, tem um bebé de um ano, responsabilidades familiares, e ainda assim arranja forma de treinar arduamente todos os dias para tentar alcançar a marca necessária para participar na prova da maratona nos Jogos Olímpicos de Paris do próximo ano. 

Imparável está igualmente o Projeto Sexto Sentido, cujos integrantes são pessoas invisuais que se juntam a guias que lhes permitem, assim, correr. “São histórias assim que movem o programa Heróis Betano”, remata.

Terça-feira, 28 Novembro 2023 11:31


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