O escritório de ...

Rogério Paiva

Rogério PaivaAo entrar no open space da Cupido, é fácil perceber qual a área de trabalho do diretor criativo, Rogério Paiva. Afinal, é o "cantinho" mais desarrumado do escritório. E assim é porque é da confusão que surge a diversidade de opiniões e, consequentemente, de ideias.

segunda, 16 janeiro 2017 12:46
Rogério Paiva

Um open space em Paço de Arcos, onde se misturam os departamentos criativo, contacto e programação. Uma mistura que, para Rogério Paiva, não é de todo negativa: "É a minha cara, porque eu sou uma pessoa que vive na confusão". A razão? "Porque acho que desta confusão surge a diversidade de opiniões e consequentemente de ideias. E o que é que nós cá andamos a fazer senão a ter ideias?". Apesar das várias secções, encontrar o Rogério é fácil. Basta procurar o canto mais desarrumado. Que só está assim porque ainda não houve tempo para arrumá-lo. "Mas um dia vou conseguir!", promete. E, pelas fotografias, parece que já o fez entretanto...

Se pudesse alterar algo na área de trabalho, Rogério retiraria as velhas ideias e briefings, substituindo-os por novas criações. "As boas ideias que já tivemos foram boas, mas agora há que procurar novas. Essa é a única que aqui quero acrescentar: novas ideias", sublinha.

Ainda que o escritório da Cupido seja descrito como simpático e agradável, é apenas um sítio e, por si só, não constitui uma fonte de inspiração. Na ótica do diretor criativo, as verdadeiras fontes de inspiração são os colegas de trabalho que diariamente dão vida ao escritório. E a personalidade da agência? Rogério Paiva descreve-a como bipolar. Ou tripolar. E explica: "Tão depressa podemos estar na maior das confusões, na conversa e na risada, como a seguir podemos estar a discutir ideias – às vezes de forma bem azeda – ou ainda todos de fones na cabeça, num absoluto silêncio".

Quando as ideias não chegam e os momentos exigem maior concentração, Rogério prefere isolar-se numa sala vazia, de preferência sem computador, já que a propensão para dispersar é bastante elevada. Basta o essencial: cadeira, mesa, lápis e papel. Isso ou aproveitar a vista, um descampado verde, e, principalmente, "a luz que entra pelas janelas, que é fantástica".

Rogério Paiva

E porque o elemento que caracteriza o Cupido é a flecha, este é o item que não poderia faltar na agência criativa. Que se destaca mesmo com a mistura de departamentos no mesmo espaço de trabalho, assegura o diretor criativo. "Só pelo cliché já valia a pena, mas não. A razão pela qual ela existe é porque é a seta que usamos em filmes para pitches da agência". E porque o Cupido tem sempre um alvo a atingir, este é outro dos objetos icónicos que se podem encontrar no espaço.

Rogério Paiva

Além dos símbolos alusivos ao Cupido, há outros elementos espalhados pela agência de Paço de Arcos. Como o galo de Barcelos azul, "um ícone da portugalidade e do know-how local da agência na relação, nas só com empresas multinacionais, como com o grupo de agências internacionais ao qual pertencemos, a AMIN", explica o diretor criativo. E, claro, o "mural na sala de reuniões bem fixe, que diz aquilo que somos e o que nos inspira.

Rogério Paiva

Ainda que reconheça a utilidade do computador, para o Rogério a tecnologia não é absoluta. Até porque, durante a fase de pesquisa do processo criativo, nada substitui a coleção de revistas Archive, "onde é sempre um prazer dar uma espreitadela".

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