O escritório de ...

Rui Simões

Rui Simoes"Informal como um parque infantil e simples como o design de um clip". É assim que o diretor criativo da Creation, Rui Simões, começa por definir o espaço onde trabalha. Situada na Rua Castilho, perto do Marquês de Pombal, a agência "tem muita luz de Lisboa".

quarta, 16 agosto 2017 10:51
Rui Simões


Isto porque falamos do escritório da capital portuguesa, mas a agência que diz "comunicar com sotaque" está também presente no Porto, em Luanda, na Praia e no Rio de Janeiro. "Mas sotaque não é só conversa", assegura. É "a vivência que faz em cada dia, em cada lugar e em cada expressão". Por isso, seja em Portugal, Angola, Cabo Verde ou no Brasil, a Creation comunica com sotaque "porque está lá".

Voltando ao escritório em Lisboa, à entrada um "enorme" logotipo em néon recebe quem ali chega. Em jeito de open space, não tem quaisquer divisões, nem naturais nem impostas, entre a direção e o resto da equipa. E isto é um ponto que Rui vê com satisfação. "Estamos todos (contacto e criativos) no mesmo espaço. Eu prefiro assim". E porque assim é, a agência acaba por incorporar uma "grande mistura de géneros e estilos", resultando num espaço que reflete um pouco de todos os que lá habitam. Como se isso não bastasse, as paredes também falam... isto porque toda a equipa escreve nelas. "Depois, apagamos e voltamos a escrever", conta. Por vezes, "até sussurram 'precious' quando alguém tem uma grande ideia. Outras vezes, dizem apenas 'try again'"...

Sobre a secretária de trabalho, Rui diz ser um espaço "bastante funcional". E tem de o ser. É que na Creation existe um "ritual" a que deram o nome de "rodízio de cadeiras", o que implica que a equipa esteja sempre a mudar de lugar, e "sempre" é de três em três meses. Para facilitar a tarefa, existem secretárias com espaço para o computador e mais duas ou três coisas, pouco mais.

Quanto ao ambiente criativo, ou quando há falta dele, Rui Simões diz que na hora de criar tem por hábito colocar os pés em cima da mesa e acender velas para que surja uma boa ideia... Mas afinal estava a brincar e o ritual criativo não poderia ser mais simples: "A primeira coisa que fazemos é ler bem o briefing e perceber claramente o problema/desafio a resolver". Para isto resultar, Rui diz que no dia a dia da Creation não pode faltar "cabeça aberta". Isso e "paciência, boas vibrações, e uma dose extra de paciência. "Quem não traz, não entra". Mas quando a solução tarda a aparecer, há sempre um espaço "para bater bolas", leia-se "uma mesa de pingue-pongue muito improvisada e utilizada".

 

O Rui tem alguns objetos que nunca se esquece de levar para o trabalho. São eles o moleskine e um (ou dois) lápis.

 Rui Simoes

As matrioskas são eleitas como um dos objetos mais emblemáticos do escritório do diretor criativo.

 Rui Simões

Um par de baquetas é também um dos elementos mais carismáticos para o Rui.

 Rui Simões

"Uma mesa de pingue-pongue muito improvisada e muito utilizada". E é onde os criativos se recolhem para "bater bolas".

 Rui Simões

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