Opinião

“Viva o Rei!” ou o primado do cliente

“Viva o Rei!” ou o primado do cliente

“Nunca compreendi as empresas low profile, que não comunicam com os seus clientes. Se não falam, de forma corporativa ou através dos seus produtos e serviços, como é que esperam que os clientes saibam que existem?”.

terça-feira, 23 outubro 2012 10:46

A questão é levantada por Teresa Posser de Andrade, responsável de Marketing & PR da CBRE, empresa de prestação de serviços para o segmento imobiliário, num artigo de opinião que hoje publicamos online.

“Viva o Rei!

Nunca compreendi as empresas low profile, que não comunicam com os seus Clientes. Se não falam, de forma corporativa ou através dos seus produtos e serviços, como é que esperam que os Clientes saibam que existem? Como é impossível não comunicar, chego inevitavelmente à conclusão que estas empresas simplesmente não querem existir por muito mais tempo.

O Cliente deixou de ser uma massa abstrata para se tornar um indivíduo único. Antes de entrar em contacto já procurou informação, pediu referências e comparou serviços.  Sabe para o que vai e, se não estiver satisfeito, rapidamente muda. Procura quem já conhece ou quem foi recomendado e espera uma experiência consistente e de qualidade.

Os marketeers procuram estar presentes em todos os locais onde o Cliente pode procurar a empresa ou até em locais em que o Cliente não os procura, mas onde pode ter ocasião de estabelecer uma relação com a marca. Uma vez que 85% das decisões do ser humano são tomadas de forma inconsciente, compreendemos que as marcas procuram viver neste espaço e estabelecer relações emocionais com os seus clientes. Só assim conseguirão fugir da procura dos preços mais baixos, procurando a diferenciação.

Apesar da evolução das tecnologias e da globalização, a premissa base de uma empresa continua a mesma: sem clientes não há negócio. Por isso é necessário aproximarmo-nos cada vez mais dos nossos clientes, atuais ou potenciais, adaptarmo-nos às suas novas necessidades, com estruturas empresariais flexíveis que permitam uma adaptabilidade eficaz.

O Imobiliário não é exceção. Apesar de toda a situação que atravessamos, o sector imobiliário continua a existir, os edifícios estão construídos e as transações continuam a ser feitas. Neste mercado, os processos de tomada de decisão são longos, uma vez que envolvem custos elevados; mas como todas as marcas que reúnem um excelente serviço e um ótimo produto, o fator “paixão” despoleta muitas vezes decisões rápidas por parte dos Clientes.

O próprio mercado alterou os clientes interessados em investir em imobiliário. Os clientes internacionais mais conservadores afastaram-se de Portugal porque veem os investimentos nacionais muito arriscados, mas ao mesmo tempo surgem novos investidores, nacionais e internacionais, com novos perfis.

Também neste caso procuramos estar junto dos nossos clientes. E se os clientes estão em Angola, vamos para Angola. E se estão no Brasil, vamos também para lá. O Cliente é o nosso Rei e será sempre a ele que servimos”.

Teresa Posser de Andrade, responsável de Marketing & PR da CBRE

Fonte: Briefing

quinta-feira, 25 outubro 2012 09:48

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