Opinião

2013: "Nada há mais raro que viver"

2013: "Nada há mais raro que viver"

António Patrício, diplomata, poeta e dramaturgo do início do século passado, escrevia-o em 1924, em anos tão turbulentos como os que vivemos agora. Mas nessa Vida - que cidadãos, consumidores, empresas e marcas defrontam quotidianamente - a lucidez, o conhecimento, a perseverança e a criatividade são fundamentais para o enfrentar do ano de 2013, como o foram na altura.

sexta-feira, 28 dezembro 2012 16:45


Mas como tudo continua na nossa indústria da comunicação, mesmo no quadro de crise por que passámos desde o início dos anos 2000 (e com os níveis de gravidade que os últimos 3 atingiram), haverá que perceber que o focus de todos os agentes deve estar não na sobrevivência, mas antes na construção da vivência.

O Ser Humano - e como tal, também a sua faceta de Consumidor - é versátil, rápido a apreender, lesto a agir, não recuando nem divergindo, apenas mudando. E é tanto!

Por isso as Marcas, cerne e motor da Comunicação Publicitária, e as empresas que as geraram, tentam responder, acompanhar ou mesmo antecipar essas mudanças, sempre mais fortes e profundas em períodos de crise.

Esta resposta necessária e diferente, começou já a ser percebida por um grande número de Marcas: sinais disso mesmo têm começado a surgir, lenta mas claramente, nos últimos meses, ao não desistir de comunicar, de publicitar.

O mundo, o consumo, os hábitos e opções dos consumidores em Portugal nunca mais será como o que conhecemos até há pouco tempo atrás. Mas também se poderá dizer que daí não advirá nenhum mal ao mundo, desde que as Marcas ofereçam produtos e serviços adequados aos novos tempos, que a sua lógica de comunicação e a abordagem aos Consumidores seja a adequada, e a sua concretização efectuada nos canais adequados.

Num mundo em turbulência, a avidez pela informação é natural, e a rapidez das mudanças só nos chegam pelos Meios e Plataformas de Comunicação. Daí que hoje, mais do que nunca, esses meios e plataformas se tornem cruciais na difusão de marcas, de reposicionamentos, ou de diferentes atributos daqueles que existiam antes.

Teremos pois de construir – mesmo que num caminho de incertezas e dúvidas - o nosso novo mundo, que poderá ser bem melhor do que o anterior. Na Publicidade, como na Vida.

Tudo isto, porque "nothing can we call our own but death!" (Shakespeare). E nós queremos, e podemos, Viver.

Comecemos já.

Luís Mergulhão
Publicitário

Fonte: Briefing

quarta-feira, 02 janeiro 2013 15:39

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