Opinião

"Há que comunicar para mobilizar o País"

“Há que comunicar para mobilizar o País”

"Há que comunicar para mobilizar o País. Comunicar para melhorar a relação das empresas com os seus vários stakeholders".

segunda-feira, 18 fevereiro 2013 11:14

 

É nisto que acredita o novo presidente da Associação Portuguesa de Comunicação de Empresa (APCE), Eduardo Guedes de Oliveira, que, num artigo de opinião para o briefing, sustenta que a comunicação se tornou num imperativo para as empresas.

 

"O fim de um ano e o princípio de outro é tradicionalmente o momento para se fazer um balanço do que se fez nesse período e se perspetivar o que se irá fazer no próximo. De 2012 já muito se falou. Olhemos então para 2013 com esperança e vontade de reagir.

É já um velho cliché ouvirmos dizer que as crises são um terreno fértil para oportunidades e que é nestes momentos que se destacam os melhores e os mais competentes. Contudo, e na realidade, nem sempre assim acontece e na maior parte das vezes, as oportunidades não surgem e não são só os menos competentes a não sobreviver às crises.

Defendo, porém, que as oportunidades podem ser criadas e acredito que, entre muitas interrogações, dúvidas e incertezas, há soluções e mudanças que podem ser introduzidas recorrendo à Comunicação. Em suma, está na hora de nos mobilizarmos para a mudança e para isso será necessário comunicar para tornar visível e credível o envolvimento das empresas com a sociedade.

No fundo, há que Comunicar para mobilizar o País. Comunicar para melhorar a relação das empresas com os seus vários stakeholders. Comunicar para mudar comportamentos e atitudes.

Neste caso concreto e para 2013, interessa-nos a comunicação na Empresa em todas as suas inúmeras manifestações, que terá de ser mais reconhecida, compreendida e trabalhada, pela sua relevância para a concretização de estratégias, objetivos, politicas e para garantir o envolvimento, compromisso e bem-estar dos colaboradores.

A comunicação interna revelar-se-á como uma área cada vez mais primordial nas empresas e organizações do nosso País e com alguma naturalidade veremos ações e campanhas de comunicação interna alavancadas em estratégias de responsabilidade social corporativa que irão continuar a trazer dividendos às empresas em termos de imagem, mas também na consolidação de valores e cultura organizacional. Ações e atividades de responsabilidade social com programas de voluntariado, irão continuar a marcar a diferença junto de comunidades necessitadas e daqueles que mais precisam de apoio. A empresa Cidadã ganha assim uma verdadeira e autêntica expressão.

A articulação entre comunicação interna e comunicação externa continuará a ser essencial e não pode nem deve existir uma sem a outra. Competirá aos profissionais de comunicação saber interpretar e comunicar com os diferentes protagonistas internos e externos. Os desafios comunicacionais em 2013 irão passar por mais comunicação via web, através das redes sociais e potenciando as relações interativas.

Não basta às empresas terem capacidade de agir, é fundamental que saibam interagir com os seus públicos. Os consumidores, por exemplo, são cada vez menos rotuláveis e tipificáveis, pelo que teremos de saber comunicar e levar a mensagem a cada um, para cada um, e numa ótica de total personalização e individualização dos contactos.

A comunicação relacional parece assim suceder ao paradigma da comunicação global e isto revelar-se-á crescentemente através desta maior aposta em redes de relacionamento e de interação, com canais de comunicação permanentes, abertos e credíveis.

Uma abordagem relacional e interativa exige o recurso a conceitos e instrumentos de gestão de comunicação diferentes daqueles que eram tradicionalmente utilizados. Encontramo-nos num período de grandes desafios. É sabido que a comunicação web 3.0 irá ganhar cada vez mais espaço no seio da comunicação organizacional do nosso País e não só. A comunicação instantânea e interativa irá propiciar uma nova forma dos indivíduos se relacionarem entre si, ou com as empresas, e em 2013 iremos constatar mais este facto.

Partindo do pressuposto de que seriedade, mais ética e transparência serão a equação de futuro. Para facilitar a tomada de decisões e a troca de informações importa referir o surgimento e desenvolvimento de novas funções nas nossas áreas e esferas de atuação, como sejam as Relações Institucionais, a Representação Institucional ou Public Affairs (Lobbying, Advocay), as quais estou convencido irão ganhar uma maior importância nas organizações e empresas durante os próximos anos.

A comunicação deixou de ser um desafio em si mesma para se transformar num imperativo, avolumando as responsabilidades dos profissionais desta área no nosso País. Comunicar é hoje imprescindível e vital para as empresas e assim irá continuar a ser durante 2013.

Cabe-nos a nós comunicadores e relações públicas saber encontrar os momentos certos para atuar e intervir, sendo por isso também essencial os aspetos ligados a sinergias de esforço e empenho dos profissionais desta área. Estamos no limiar de uma nova conceção da comunicação e relações públicas e da utilidade social que estas disciplinas poderão efetivamente ter na construção de novas atitudes e comportamentos".

Eduardo Guedes de Oliveira
Presidente da direção da APCE

Fonte: Briefing

sexta-feira, 22 fevereiro 2013 13:24

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