Opinião

Um mundo a duas velocidades

Um mundo a duas velocidadesComo eu o vejo, temos o mundo conectado e o outro, desconectado. Propositadamente, ou não, há um mundo que usa a tecnologia e outro que abusa dela. Na verdade, as marcas orientam-se rapidamente para aqueles que dela abusam sem, contudo, ignorarem aqueles que dela se usam.

quarta, 21 maio 2014 10:04

Passo a explicar. É fácil deixarmo-nos seduzir pela ideia de que o mundo está, afinal, apenas a uma velocidade - supersónica - de adopção das ferramentas e dispositivos digitais. Estou certa de que em cada família convivem early adopters com laggards (categorias de adopção das inovações de Everett Rogers) e que ambos se influenciam. Assisti, há minutos, ao vídeo da Durex, que, não sendo sobre tecnologia (na realidade é uma campanha a propósito da Earth Hour), mostra-nos claramente as duas realidades que co-existem na sociedade contemporânea.

O fenómeno é mais interessante quando falamos de jovens e de aplicações móveis. Como há praticamente vinte anos, também agora as marcas entraram numa espécie de febre das aplicações sem, contudo, saberem muito bem a razão pela qual devem criar a sua aplicação e, menos ainda, o que lá colocar. Como antes, também agora as marcas transportam para o contexto móvel tudo aquilo que têm nas suas páginas na Internet, esquecendo-se que, no que a mobile e apps diz respeito, estamos perante um admirável mundo novo.

A recente pesquisa que apresentei no Radiodays Europe é disso um excelente exemplo: no geral, são as aplicações de mensagens e as de sites de redes sociais as que mais cresceram no último ano, seguidas das aplicações utilitárias. Exemplos populares não faltam, como o What'sApp, Facebook ou Google Maps. Considerando este contexto, importa saber o que fazem os jovens com os seus smartphones. O estudo Appmania e as suas conclusões são orientados para apresentar soluções aos operadores de rádio, contudo, há questões gerais que não posso deixar de partilhar.

Os jovens usam diferentes aplicações, para diferentes propósitos simultaneamente. Combinam aplicações para dar resposta às suas necessidades (direi antes supostas necessidades ou, mesmo, expectativas) e são extremamente influenciados pelos padrões de utilização do seu grupo de amigos. Por género, as diferenças são claras e óbvias: jogos para eles, fotografia e conversa para elas. Contudo, cruzando os resultados deste estudo com pesquisas globais, há três razões para as pessoas usarem aplicações móveis: ajudar nas suas tarefas ou rotinas, manterem-se ocupadas ou entretidas e criar (ou reforçar) a sua identidade digital.

E a app da sua marca? Corresponde a alguma destas categorias?...

quarta, 21 maio 2014 11:09

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