Opinião

Na rede. Em rede.

Paula Cordeiro, Investigadora e Coordenadora da Unidade de Ciências da Comunicação no ISCSPHoje, enquanto circulava pelas redes em busca de inspiração para este artigo, deparei-me com vários tópicos. Isoladamente cada um resultaria num artigo diferente. Na base de todos eles, o peso que a web assumiu nas nossas vidas.

quinta-feira, 17 julho 2014 11:13

Principalmente, a relevância que hoje damos a redes sociais online, como o Facebook. Olhar para o Facebook sem um filtro, sem sentido crítico é o mesmo que nos atirarmos ao mar sem saber nadar. O Facebook, cuja dimensão em número de utilizadores o coloca metaforicamente como terceiro maior país do mundo, pode muito bem engolir umas quantas pessoas que passam a fazer desta rede, o centro do seu mundo.

Não é difícil perceber o que nos leva a este país chamado Facebook. Ou ao Twitter, Instagram, YouTube, Snapchat, Vine, para citar apenas alguns exemplos que não são mais do que pequenas redes, dentro da rede, que ligam pessoas e organizações entre si. O seu crescimento exponencial tem desvirtuado a sua essência original, transformando-as numa espécie de Agora dos tempos modernos, ainda que sem a dimensão ou características da esfera pública de Habermas.

Na verdade, o Facebook e o Twitter estão a re-definir os padrões de consumo de televisão, assumindo um papel central na tomada de decisão sobre os programas a que as pessoas assistem. As recomendações que chegam através destas redes, associado ao facto de, cada vez mais pessoas usarem o seu smartphone enquanto assistem a um programa de televisão, cria um novo contexto para a programação. Mas, também, para as marcas.

As marcas já estão atentas aos períodos mais adequados para publicar. Sabem que há momentos mais melhores. Mas também sabem que apenas um número reduzido de pessoas contacta com essa publicação. Em função da quantidade de publicações e da velocidade com que desaparecem do topo do ecrã. Resta pagar. Comunicação paga, nas redes sociais online funciona, mas ainda é olhada com reticências por parte da audiência. Tal como já aprendemos a escapar aos anúncios na televisão, também tentamos fugir da publicidade na web. Os criativos procuram encontrar soluções diferentes para chegar às pessoas. As marcas apostam na relação, na proximidade. Funciona para uns casos, para outros, nem por isso. Nesta coisa de gerir marcas, a generalização é como o mar (ou o Facebook): tende a equivocar-nos. Não acredito nas ideias generalistas e pré-concebidas sobre gestão de marca. Acho que existem indicadores importantes. De resto, o risco está na tentativa e erro para percebermos o que funciona melhor: oferecer chapéus num evento de música ou investir em publicidade digital? Recorrer a um Youtuber para promover da nossa marca ou criar uma conta no Instagram que funciona como um website?

Enquanto não há certezas, as marcas vão-se aventurando. E procurando outras redes, para além do Facebook, criando exemplos inovadores e outro tipo de relacionamento com o seu público. Ainda bem. Em alguns casos, com enormes taxas de sucesso. Haverá correspondente retorno?

quinta-feira, 17 julho 2014 11:22

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