Opinião

O tradicional também é digital

Tiago Flores, diretor de Marketing de Produto, Samsung Portugal Quando, em 1455, Johannes Gutenberg criou a tipografia, estaria longe de sonhar que os caracteres prensados nas folhas de papel dariam, um dia, lugar a milhões de pixéis com o mesmo objectivo – criar conteúdos que todos possam ler e desfrutar.

quarta-feira, 14 janeiro 2015 12:46

Gutenberg, provavelmente, também não faria ideia que a tecnologia assente na sua invenção iria ser a base para a criação de, literalmente, milhares de pequenas tipografias digitais, vulgo teclados, dactilógrafas de impulsos eléctricos, traduzidos nos ecrãs enquanto letras e palavras.

Mais, enquanto escreveria apontamentos nas suas folhas, provavelmente não imaginava que um dia, essa pena embebida em tinta seria convertida para uma esferográfica que permitisse praticamente a mesma sensação da caligrafia manual num ecrã, sem borrões ou recargas.

Porém, a existência de novas plataformas tecnológicas não retiram, de todo, o sentido ao tradicional livro ou esferográfica. É importante frisar que, num momento ou outro, todos estes passos evolucionais foram considerados pioneiros. A tecnologia e o seu progresso andaram sempre de mão dada com o desenvolvimento da sociedade e o propagar da cultura, através da literatura, disponível a todos.

Desta forma, se efectuarmos uma análise cuidada do mercado de smartphones e tablets actual, não nos podemos deixar de maravilhar, olhando para o nosso passado, com o alcance da inovação proporcionada pela mente humana. Em questão de segundos, conseguimos fotografar uma qualquer imagem importante, editá-la e escrever notas no nosso smartphone e rapidamente partilhar com quem quisermos.

Existe uma proliferação de conteúdos que permite a existência de uma experiência tecnológica ainda mais integrada, rápida e de qualidade. Contudo, não nos podemos esquecer do mais importante – tudo isto acontece com uma caneta, com caracteres dactilografados, ou seja, com o apoio dos meios tradicionais.

Gutenberg, certamente, não conseguiria prever o futuro. Mas se o conseguisse, iria ficar surpreso por descobrir que, mesmo com muitas evoluções, o tradicional era, ainda, a base tecnológica que sustinha o objectivo da sua prensa: tornar possível ter o conhecimento humano na palma das mãos.

quarta-feira, 14 janeiro 2015 13:47

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