Opinião

As (primeiras) 7 mentiras do digital

 As (primeiras) 7 mentiras do digitalTendo passado os últimos três anos a falar com muitos decisores de marketing sobre como utilizar o Digital para os ajudar a aumentar as suas vendas em lojas físicas, para além do muito que aprendi fui construindo uma lista daquelas que considero as principais "mentiras do Digital".

quarta-feira, 28 outubro 2015 11:59
As (primeiras) 7 mentiras do digital

1. O Digital é mágico. Nada de mais errado, ele não faz nada sozinho, só o que lhe "mandamos fazer"; se quando compra um software de edição de texto não espera que ele escreva por si, por que deveria a sua comunicação digital saber o que deve dizer aos seus consumidores? É crítico ter bem claro, do início ao fim do investimento no digital, os objetivos que queremos atingir e utilizar dinamicamente as ferramentas disponíveis online em cada momento para se alcançarem os resultados.

2. O Digital é grátis! Infelizmente para todos nós não é, o que se tornou muito mais barato foi cada um dos contactos que agora pode fazer pelas diferentes plataformas disponíveis, mas montar uma solução exige recursos humanos qualificados, e isso naturalmente não é grátis. Mais, um maior número de plataformas digitais grátis de comunicação com o consumidor equivale a um diálogo mais facilitado e barato com este? Mas em qual é que ele está agora? E amanhã? E comunico da mesma forma em todas? E chegar ao consumidor nessas plataformas é mesmo grátis? Sabemos que não, embora sejam grátis, para garantir o contacto a marca terá sempre que investir em comunicação ou o contacto não será real, apenas potencial. E os únicos resultados que contam são os reais, certo?

3. O digital requer sempre pessoas altamente especializadas em IT. É verdade que quase sempre implica especialistas mas tem tanto de IT como tem de bom senso e leitura do mood do mercado e dos consumidores naquele momento. Todos os dias pessoas sem conhecimentos profundos em tecnologia desenvolvem ideias e conceitos inovadores para aproximarem as marcas dos seus consumidores. É oportunidade das oportunidades para as pessoas do marketing e comunicação brilharem com a capacidade de gerar e medir resultados muito concretos.

4. Com o digital eu posso escolher melhor os meus consumidores. Não, pode escolher melhor com que consumidores quer comunicar, mas no mundo da interação, do acesso rápido e dos grandes volumes de informação com que lidamos permanentemente é o consumidor quem escolhe com que marcas quer interagir.

5. Eu não acredito no digital para a minha marca, acho que as pessoas ainda não estão prontas. Porquê? Não lê emails? Não visita websites? Não está ligado a nenhuma rede social? É uma inevitabilidade, pois hoje e com o acelerar da Internet das Coisas vamos ter cada vez mais os equipamentos que nos circundam online e meter a cabeça na areia não faz com que esta revolução digital passe por si.

6. O meu target são as donas de casa, o digital não chega a elas. Como disse há poucas décadas um dos mais ilustres publicitários, "a dona de casa não é tonta, ela é a sua mulher". Se reparar só no Facebook é mais do que comum encontrar lá a mulher, a filha, a tia e em muitos casos até a avó. Já reparou que os apresentadores nos programas direcionados às donas de casa usam cada vez mais tablets para cativar a adesão ao digital e comentar coisas do dia-a-dia?

7. O digital não vai ter assim tanta importância, é uma moda que vai passar. Pois até pode acontecer porque o futuro ninguém conhece só que o que se passa é que as novas gerações de consumidores estão a crescer integradas neste novo mundo de possibilidades e interações pelo que é muito pouco provável que venham a adotar processos do passado. Quer um exemplo? Há 15 anos os telemóveis eram coisas de ricos e para as franjas mais sensíveis a tecnologia; hoje se deixar em casa a carteira e o telemóvel o que é que o faz voltar atrás?

O que o digital tem de fascinante para as marcas e consumidores é que podemos voltar a ter uma relação de proximidade "à merceeiro do bairro" se assim o entendermos, independentemente de ser na plataforma "a", "b" ou "c", com a vantagem de o consumidor poder estar em qualquer lugar do mundo. Mais, tem no mercado uma oferta vasta de especialistas que o podem ajudar a apanhar o comboio do digital, pois o consumidor quer falar consigo mas não quer esperar e rapidamente entra em diálogo com a sua concorrência. Como disse Peter Drucker, não podendo prever o futuro o melhor é participar no processo da sua criação e o Digital mais do que qualquer outra ferramenta existente à data oferece um custo, flexibilidade e alcance nunca antes vistos.

quarta-feira, 28 outubro 2015 13:55

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