Opinião

Business Analytics ou a prioridade ao negócio

Business Analytics ou a prioridade ao negócioUma das principais funções, talvez a mais importante, de um sistema de Business Intelligence (BI) ou, melhor ainda, de um Sistema de Business Analytics (BA) define-se simplesmente pela capacidade de processar dados e transformá-los em informação objetiva e pertinente. Este processo implica a recolha e o processamento de grandes volumes de dados com o propósito de resultar em funcionalidades analíticas relevantes.

quinta-feira, 26 novembro 2015 09:34

No entanto, apesar da adoção destas ferramentas ainda não ser uma realidade na maioria das organizações, assiste-se a um grande crescimento do interesse pelas mesmas, motivado pelas evidências de se tratar de um sistema de informação crítico para o êxito dos modelos de gestão.

Porquê? Essencialmente porque as aplicações de BA assentam na premissa de precisarem de mais do que apenas dados para serem alcançados os objetivos. Isto faz com que as organizações acabem por perceber a verdadeira dimensão das mudanças que têm de levar a cabo, de modo a aplicar com sucesso novos modelos de gestão que sejam capazes de dar resposta aos desafios atuais. É aqui que surge a principal distinção de um sistema BA face às ferramentas de BI: a especialização no negócio!

Os dados são a matéria-prima e, obviamente, fundamentais, mas é a especialização no negócio que faz do ecossistema analytics algo que realmente funciona bem.

A capacidade de disponibilizar aplicações analíticas especializadas no negócio, de modo a promover uma análise profundamente adequada, não é apenas o aspeto fundamental das ferramentas de BA, é também um fator essencial para potenciar o êxito das implementações.

Esta capacidade, aliada à simplicidade, têm-se revelado presente, de forma muito assídua, nas ferramentas de BA atuais, fundamentando a tendência destas darem uma resposta muito mais ágil e adequada às necessidades dos utilizadores do que as soluções rígidas que, no passado, constituíam a norma. Por outras palavras, o BA constitui a melhor abordagem de sempre, dentro do universo de BI, e viabiliza aspetos nunca conseguidos no passado: a democratização e a verticalização.

Por um lado, a combinação de tecnologias, a evolução contínua das ferramentas de análise e o investimento constante nesta área, permitiu aos produtores abstrair a complexidade existente nos processos típicos de BI (extração, limpeza, transformação e carregamento de dados, modelos de apresentação de dados, etc.) encapsulando-as de forma invisível dentro das infraestruturas dos sistemas. Com efeito, isto permitiu disponibilizar aos utilizadores (de negócio) ferramentas simples e capazes de centrar a sua atenção no negócio em detrimento da tecnologia. Esta democratização do BA resultou na génese de um universo de utilizadores sem conhecimentos tecnológicos avançados.

Por outro lado, esta simplificação da tecnologia está a possibilitar o surgimento de aplicações de BA construídas por especializados no negócio. Atualmente a construção de ferramentas deste tipo é menos exigente do ponto de vista estritamente tecnológico, abrindo-se o espaço para que os produtores de Sistemas de Informação de Gestão possam disponibilizar ofertas que incorporem a sua experiência e potenciem critérios de diferenciação extremamente valiosos para os clientes: modelos de gestão sólidos e adequados ao negócio.

Esta verticalização orientada a segmentos de mercado, ou nichos, reflete uma tendência relativamente recente, mas bastante promissora. A combinação dos avanços tecnológicos com a especialização em modelos de gestão adequados ao setor constituirá seguramente um ativo valioso para qualquer empresa. Esta abordagem permite disseminar modelos de forma verticalizada, facilitando o acesso das organizações às melhores práticas do mercado, o que resultará num impulso da capacidade de diagnosticar, de prever e de tomar decisões precisas.

Não menos importante, esta realidade proporciona efeito de escala que se traduz em custos de aquisição e propriedade mais baixos, retorno do investimento mais rápido e, consequentemente, na viabilização da adoção por parte de empresas que até então tinham vedado o acesso a este tipo de ferramentas.

Mais do que ferramentas simples, adequadas ao negócio e que evidenciam a situação atual, o BA está a avançar rapidamente nas áreas denominadas de Predictive Analytics, as quais caracterizam o que aconteceu e o que poderia ter acontecido de modo a tentar apurar o que poderá acontecer, caso ocorra um determinado cenário.

O desejo de ter informação passada, presente e futura sobre o negócio é seguramente o mais premente para a generalidade dos gestores. Ao longo das últimas décadas, foram feitos investimentos impressionantes, desenvolvidas diversas teorias e criados inúmeros sistemas de informação com o propósito de dar resposta a este grande desafio. Condicionalismos como a complexidade, o impacto ou os custos acabaram invariavelmente por impedir a massificação destas ferramentas.

As ferramentas de Business Analytics poderão não ter um destino diferente... mas são indubitavelmente as mais promissoras.

quinta-feira, 26 novembro 2015 10:07

bt nl

À Escolha do Consumidor

Assinatura Mensal
Edição MensalE-paper

Facebriefing

Melhores Briefing