Opinião

Vida pessoal vs vida laboral – onde ficam as redes sociais?

Em Portugal registamos hoje mais de 6 milhões de utilizadores de redes sociais. E só no último ano assistimos a um crescimento de 9% no tempo diário dedicado a estas plataformas. E, embora o Facebook continue a ser a rede social com maior penetração junto dos portugueses, que lhe dedicam cerca de 90 minutos diários, temos verificado, nos últimos tempos, uma migração das camadas mais jovens para outras redes como o Instagram ou Snapchat.

segunda, 13 novembro 2017 10:54
Vida pessoal vs vida laboral – onde ficam as redes sociais?

Destas camadas mais jovens fazem parte os millennials, a geração do mundo digital, que marca presença massivamente nas redes e que já está hoje no mercado de trabalho, mas a utilização das redes é transversal a todas as idades. Com utilizações e objetivos distintos, claro.

O mundo tornou-se muito mais pequeno, não há fronteiras e estamos permanentemente conectados. As redes sociais estão cada vez mais presentes nas rotinas diárias, seja com objetivos lúdicos e lazer, de trabalho ou mesmo informativos. Para além da partilha de informações e eventos de vida pessoais, 62% dos utilizadores de redes sociais seguem marcas de forma regular, sendo que a leitura de notícias em sites de informação (61,5%) e a partilha de artigos (54,6%) são outras das funcionalidades mais utilizadas pelos portugueses nas redes sociais, de acordo com o último estudo da Marktest. E 56% também vê TV ou vídeos (89%) quando acede às redes sociais, o que assegura uma mudança de hábitos diários dos portugueses.

Por um lado, as redes sociais vieram revolucionar a forma de estar e comunicar. Não servem apenas para aproximar pessoas, mas sim para facilitar tarefas diárias, operações e até compras e serviços. Hoje é já uma realidade o pagamento de bens e serviços através do Facebook, que funciona já em alguns países e a possibilidade de transferências bancárias vai ser uma realidade a breve prazo.

Por outro lado, as redes sociais aproximaram diferentes grupos, sejam grupos de influência pessoal ou profissional. Estamos mais próximos e mais informados, as redes de contactos alargaram-se e observamos o fenómeno de citizen journalism. Todos nós temos a possibilidade de partilhar informação importante. Já não compramos ou tomamos uma decisão sem consultar as redes sociais, seja a visita ao perfil oficial da marca em questão ou a procura de opiniões de amigos e conhecidos sobre o produto ou serviço. Relações e não apenas transações.

Assim sendo, na perspetiva pessoal as redes sociais trouxeram mais proximidade, mais informação, mais envolvimento – nunca esquecendo as ameaças à privacidade e over sharing. Já na perspetiva profissional, as redes sociais permitiram desenvolver um verdadeiro canal de comunicação bidirecional entre as entidades e os públicos estratégicos, que possibilita um contacto rápido, eficaz e direto – ideal para a construção e reforço da reputação de cada entidade. As redes sociais contribuem para a personalização das marcas, conferindo-lhe ainda mais personalidade e aproximando-as dos seus clientes e potenciais clientes – quer em termos de alcance como de envolvimento e partilha de valores comuns.

No entanto, até que ponto, estas novas tendências de comportamento nas redes sociais, como a necessidade permanente de estarmos conectados influencia a nossa vida pessoal e profissional? Serão, hoje em dia, os colaboradores menos produtivos porque dedicam grande parte do seu tempo às novas plataformas online? É que se encontramos empresas que consideram as redes sociais ferramentas benéficas para o crescimento dos seus negócios também existem situações em que os colaboradores são impedidos de as utilizarem por serem ainda consideradas verdadeiras armadilhas.
Falamos de empresas do futuro vs empresas do passado? A verdade é que não existem receitas ideais no mundo digital. Testar e inovar são as palavras de ordem, sempre alicerçadas em informação fidedigna e motivação – seja pessoal ou profissionalmente. 

bt nl

Assinatura Mensal
Edição MensalE-paper

Facebriefing

Melhores Briefing