Opinião

Será a sustentabilidade o novo motor do crescimento empresarial?

Muito se tem falado de sustentabilidade, e de forma cada vez mais constante, não apenas no mundo empresarial, mas também do lado dos consumidores, dos governos e das organizações internacionais. Por um lado, o número de seres humanos a habitar o planeta continua a aumentar, o que traz preocupações ao nível do consumo de recursos naturais.

segunda-feira, 17 dezembro 2018 11:46
Será a sustentabilidade o novo motor do crescimento empresarial?


Segundo dados do Programa Ambiental das Nações Unidas, estima-se que, até 2050, surjam mais 2 a 3 milhões de consumidores de classe média em todo o mundo, fruto do desenvolvimento de várias economias. Para que o crescimento do consumo possa desenrolar-se sem pôr em causa a sobrevivência dos recursos do planeta, da espécie humana e de todas as restantes espécies, é essencial que se tomem medidas a nível global, que ultrapassam em muito a ação individual de cada empresa.
Governos e entidades mundiais estão cada vez mais conscientes desta necessidade. Um bom exemplo disso é o compromisso da União Europeia de reduzir os níveis de emissão de gases de efeitos de estufa em 20% e melhorar a eficiência energética, também em 20%, até 2020.

Perante estes números, não nos devia causar surpresa que cada vez mais negócios, de todas as dimensões, estejam a acelerar o processo de construção de escritórios mais sustentáveis. Porque a sustentabilidade e a responsabilidade social estão gradualmente a deixar de ser apenas um “nice to have”, para se tornarem drivers reais do crescimento das empresas, sem os quais será impossível a sua sobrevivência no mercado.

Existem várias formas de reduzir a pegada ecológica de uma empresa a médio-longo prazo e, com isso, diminuir o consumo e os custos. Entre elas, a adoção de tecnologia mais sustentável torna-se extremamente relevante, se tivermos em conta que já nenhum escritório existe sem tecnologia. Trocar as lâmpadas do nosso local de trabalho, utilizar sistemas de refrigeração e aquecimento do espaço mais eficientes ou optar pela compra de equipamentos tecnológicos que consumam menos energia e emitam menos CO2 parecem mudanças muito pequenas, mas a verdade é que podem ter grandes implicações na quantidade de gases de efeitos de estufa emitidos e nos gastos energéticos.

Mais do que uma opção, a sustentabilidade está a tornar-se crítica para o sucesso de todos os negócios: pela perceção que o consumidor tem dos produtos e serviços que está a adquirir; pelo equilíbrio financeiro que a adoção de medidas sustentáveis traz para as contas da empresa; e, igualmente, pelas imposições europeias e mundiais que vão, cada vez mais, prejudicar os negócios que não adotem mudanças a nível ambiental. A Diretiva de Eficiência Energética da União Europeia exige já que as grandes empresas sejam submetidas a auditorias a nível energético, pelo menos de quatro em quatro anos. E a tendência a longo prazo será que as medidas deixem de se aplicar apenas a multinacionais, para se tornarem exigências que todos os negócios terão de cumprir para sobreviver.
Mais do que uma forma de exercer responsabilidade social, a sustentabilidade é hoje uma opção que traz cada vez mais implicações para os negócios e para o crescimento empresarial, ao mesmo tempo que acarreta consigo o peso de ajudar a definir o futuro do planeta.

 

Joan Escoté, responsável de Responsabilidade Social Corporativa da Epson Ibérica

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