Opinião

Qual a marca da sua pen drive?

Se há objeto que todos temos no bolso, na pasta, no porta-chaves, seja onde for, mas sempre à mão para qualquer eventualidade, é uma pen drive. Ou mesmo uma caneta, ou um Moleskine que, na verdade, não o é, ou uma garrafa para água, ou o tal porta-chaves com a pen drive pendurada. Ou muitos outros objetos úteis que nos foram oferecidos por marcas e que utilizamos no dia a dia.

segunda, 01 julho 2019 11:13
Qual a marca da sua pen drive?

 

Já percebeu que falo de brindes publicitários. Aqueles objetos aos quais ninguém resiste, mas cujo uso alguns, anedoticamente, procuram dissimular, qual playlist de guilty pleasures que apenas se atreve a ouvir sozinho, no carro, a caminho de casa.

Mas, o que faz destes objetos um sucesso intemporal? Desde logo, um fator por poucos percecionado: foram uma oferta, um presente, uma gentileza que uma marca, através de uma pessoa, teve para com alguém. Um ato altamente valorizado, mesmo que de forma subconsciente.

Há, no entanto, razões bem tangíveis que nos ajudam a perceber, de forma racional, o retorno do investimento em brindes promocionais. O mais conhecido é um estudo da British Promotional Merchandise Association, segundo o qual 92% dos inquiridos asseguram que aumenta o reconhecimento da marca, 76% reconhecem a marca de determinado brinde sem ter de a confirmar, 52% dizem que compraram produtos ou serviços a empresas cujo logótipo estava num brinde no local de trabalho e 82% querem ficar com o brinde, em vez de o oferecer. Quando oferecem, é a um colega ou familiar, sendo valorizada a utilidade (89%), recordação e valor do artigo – por esta ordem –, elementos que bem refletem o seu valor emocional.

Mesmo na era do digital, torna-se claro que o intemporal brinde publicitário, preferencialmente personalizado, mais do que uma forma eficaz de comunicação de marca, quando contextualizado na estratégia de branding, é uma ferramenta relacional fundamental.

Aos que subvalorizam estes suportes de comunicação, costumo elencar um conjunto de fatores inquestionáveis, de onde destaco o facto de o brinde estar associado a uma memória positiva e duradoura da marca, posicionando-a no mercado e diferenciando-a de outras dentro do mesmo segmento. Mais importante, tem a capacidade de criar top of mind e um elo com o cliente, que conduz à fidelização e repetição de compra. Não nos esqueçamos do elementar: é muito mais barato manter um cliente fidelizado do que (re)conquistá-lo à concorrência.

Usado desde tempos imemoráveis, o brinde promocional, mesmo na era em que as relações entre pessoas e empresas estão assentes em plataformas digitais, tem o seu lugar insubstituível.

Senão, e para finalizar, façamos um exercício simples: quantas vezes recebe e-mail marketing do hotel onde passou as suas últimas férias em família e o sente como spam, mas é aquele lápis que trouxe, e que está na sua secretária de trabalho desde o último verão, que o faz sorrir e lhe traz à memória aqueles memoráveis dias de diversão?!

José Amaral, managing director da Marca Criativa

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