Opinião

Cinco passos simples para trabalhar com youtubers

Os youtubers conquistaram um lugar de honra no panorama do marketing de influência. Sem nada mais que o seu talento e criatividade, construíram audiências gigantescas nesta plataforma extraordinária que é o YouTube. É por isso que um evento como a II Edição dos Thumb Media Play Awards, a cerimónia anual de entrega de prémios que celebra o talento e a criatividade no YouTube, é tão significativo.

segunda, 21 outubro 2019 12:16
Cinco passos simples para trabalhar com youtubers

 

Com esta visibilidade, surgiram as marcas e com elas os agentes de mercado e os experts. Hoje, torna-se cada vez mais complicado saber o que fazer quando chega a altura de tomar uma decisão de trabalhar com youtubers. Quais? Como? Diretamente com eles? Através de uma agência? Quanto custa? Porquê? Os números são reais?

A Thumb Media, em conjunto com a Milenar – Influence Media, serviu em 2018 mais de 112 campanhas, através de 424 perfis, que geraram mais de 120 milhões de impressões e mais de 12 milhões de visualizações orgânicas de Branded Content. Este capital de experiência permitiu-nos identificar pontos sensíveis, transversais a praticamente todas as campanhas que podem melhorar não só o planeamento, e a execução de uma campanha de branded content com youtubers, mas – principalmente – o resultado.

  1. Planeamento

Uma boa campanha começa com um bom plano. As marcas têm, normalmente, o trabalho de casa feito: conhecem o público, sabem onde ele está, o que o faz mexer. Muitas vezes, a dificuldade está na conversão desse conhecimento em ação “útil” numa campanha de marketing de influência. É muito importante que a marca prepare um plano – mesmo que depois ele venha a ser ajustado. Aliás, seguindo estes passos, o mais certo é que haja ajustes.

  1. Briefing

Note-se que o briefing numa campanha de marketing de influência é diferente de um briefing tradicional, na medida em que, para uma campanha ser bem-sucedida no YouTube, é fundamental que os youtubers tenham uma palavra a dizer. O briefing deve ser um documento de trabalho, orgânico, flexível, que possa integrar o conhecimento de quem, diariamente, comunica com sucesso com a audiência que se quer alcançar. Por isso, o briefing irá, necessariamente, sofrer alterações significativas ao longo da campanha. Isso é normal.

  1. Perfis

Frequentemente, as marcas que querem trabalhar com youtubers desconhecem quem eles são, quem é a sua audiência, que alcance e influência têm. Uma coisa é usar ferramentas que ajudam a sistematizar e agilizar a identificação de perfis, outra, completamente diferente, é recorrer a quem diariamente trabalha com estes talentos, que os conhece pessoalmente, que conhece a sua forma de trabalhar, as limitações, exclusões, interesses pessoais, conflitos, etc.. Nesse campo, as agências têm um papel fundamental no sucesso da campanha.

  1. Execução

Os youtubers trabalham de forma diferente do que o mercado está habituado. Têm outros horários. Têm uma visão do mundo diferente. E têm um conhecimento profundo do que devem fazer para cativar a sua audiência. É importante ajudá-los a compreender a campanha, mas também ouvir a sua visão e sugestões. Os youtubers não são posters onde as marcas colocam o que querem. Eles vão produzir conteúdos que não são o que a marca esperaria. Mas numa linguagem que a sua audiência entende.

  1. Reporting

Como é que se avaliam os resultados da campanha? Usamos uns prints com impressões/interações do post/vídeo? Será que a informação permite tirar conclusões, comparar categorias de produtos, audiências, enfim, ter uma visão de mercado abrangente? O relatório de uma campanha deve ser uma ferramenta essencial para tomada de decisões futuras. Onde podemos saber exatamente onde a marca investiu, quanto custou e que retorno teve o investimento.

 

Miguel Sabino, CEO da Thumb Media

 

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