Opinião

Os influencers são os novos opinion makers?

O mercado global de marketing através de influenciadores valerá mais de 10 mil milhões de dólares a nível global até final de 2020. As redes sociais têm-se afirmado como boas oportunidades de rendimento para os chamados influenciadores. Mas onde estão os opinion makers?

terça, 12 novembro 2019 10:06
Os influencers são os novos opinion makers?

 

É verdade que, na maioria dos casos, só os genuínos, os que mais se dedicam, os mais originais, é que podem triunfar. Se os chamados influenciadores são responsáveis por gerar tráfego para as plataformas sociais, não seria de analisar de que forma o YouTube, o Facebook ou o Instagram podem ajudar a financiar estas pessoas tornando as suas opiniões autênticas e isentas? Desta forma, em vez de os influenciadores serem endorsers de determinada marca, poderiam emergir influencers de nova geração, mais independentes, credíveis e autênticos, capazes de produzir conteúdos mais interessantes e sem a preocupação de agradar a quem os patrocina. Isto é, verdadeiros opinion makers.

No final do dia, tal como acontece nos meios tradicionais, é o público que deve decidir com quem se quer identificar, o que quer ler ou ver. Esta deve ser uma discussão atual. Ser influenciador é hoje uma das profissões mais desejadas. São atores, humoristas, cantores ou pessoas que até há bem pouco tempo eram anónimas e que alcançaram fama pelas suas publicações nas redes sociais. E, nos últimos anos, muitos passaram a ser remunerados pelos “posts” sobre determinado produto, marca ou experiência. É verdade que as marcas tentam escolher influenciadores que estejam alinhados com a sua estratégia, público-alvo, atitudes e princípios. Mas será que, ao tornar-se cada vez mais comum o endosso de produtos nas redes sociais, levando os influenciadores a fecharem acordos bem remunerados para falar bem de roupas, alimentos e outros produtos, a credibilidade dos mesmos não fica em causa?

Em resumo: à semelhança do que sucede em muitos jornais ou na televisão, em que muitos comentadores recebem avenças para colaborar com determinados meios, e tentam manter a sua independência na análise que fazem, o mesmo poderia suceder com a figura dos influenciadores. Assim, mais do que ver promovidos marcas ou produtos, o desejo da audiência que segue de forma fiel uma pessoa é o de esta trazer para o debate um olhar que só ela consegue ter, de uma forma desinteressada, sem receio de que os seus “patrocinadores” deixem de o ser. 

 

Bruno Batista, CEO da GCI

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