Opinião

Como as marcas podem aproveitar a Black Friday no ponto de venda?

Nasceu nos Estados Unidos e ganhou projeção na década de 90, mas hoje já é um fenómeno global e Portugal não é exceção. Todos os anos, na última sexta-feira do mês de novembro, marcas e comerciantes de todo o mundo reduzem os preços, incentivando os consumidores a comprar, tanto nas lojas físicas como nas plataformas digitais. A “desculpa” é antecipar as prendas de Natal, mas, na verdade, é só mais um pretexto para gerar vendas, por um lado, e comprar mais barato, por outro.

segunda-feira, 25 novembro 2019 11:09
Como as marcas podem aproveitar a Black Friday no ponto de venda?

 

Este ano, a Black Friday é no dia 29 de novembro, mas, atualmente, as promoções já não se ficam pelas 24 horas do dia. Não tardou até que as marcas percebessem que a oportunidade era bem maior, pelo que, nos últimos anos, deixou de fazer sentido falar-se num dia de promoções para se falar numa semana de descontos. São muitas as marcas que disponibilizam ofertas especiais ao longo de toda a semana ou, pelo menos, durante o fim de semana, acabando por culminar na denominada Cyber Monday, na segunda-feira seguinte.

A par do Natal, é um dos momentos de consumo mais importante para as marcas e retalhistas, uma vez que os preços mais baixos tendem a incentivar as pessoas a comprar. Da moda à tecnologia, passando pela decoração e pelos produtos de beleza, durante os próximos dias, a lista de ofertas e promoções só vai aumentar.  Os consumidores começam a pesquisar os produtos cerca de 15 dias antes, pelo que é fundamental que as marcas estejam preparadas para o momento e o consigam aproveitar da melhor maneira.

O ponto de venda assume uma importância crucial se tivermos em conta que, aproximadamente, 70% das decisões de compra são aí tomadas. É por isso que fatores como a visibilidade dos produtos ou a imagem da marca são fundamentais para direcionar a decisão de compra. E, muito importante, ter sempre presente que, hoje, os consumidores estão cada vez mais exigentes e, graças às novas tecnologias, cada vez mais informados e atentos à oferta dos produtos.

Atualmente, os consumidores, quando vão à loja, já conhecem os benefícios e as características do produto porque já leram na internet. Isto leva a que os pontos de venda teatralizem o momento da compra, transformando-a numa experiência de compra agradável e sedutora. E não é apenas mais uma luz, uma cor ou uma música. A estratégia deverá passar por uma experiência inteligente, visual e sensorial na loja. Explicar muito bem o produto, ter um linear claro, conciso, fácil de ler e fácil de identificar... Sem exageros, mas o suficiente para chamar a atenção e se destacar da concorrência.

Estar no lugar certo na hora certa não é uma questão de sorte. Não pelo menos no que diz respeito às estratégias comerciais. O facto de um produto estar bem localizado e ter máxima visibilidade nas prateleiras de lojas ou supermercados é alcançado graças a uma estratégia definida que pode multiplicar as vendas e requer um amplo conhecimento do mercado.

Tanto os consumidores como as marcas têm objetivos bem claros: tirar o melhor partido da Black Friday! Mas, ambos tem de fazer todo um trabalho de planeamento e preparação para que, no “dia D”, nada falhe.

 

Javier Scherk, fundador e diretor-geral da Winche, empresa de outsourcing comercial

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