Opinião

A Quinta Revolução Industrial chegou e trouxe consigo a social-centricity

A resposta a uma crise pandémica global exige que as marcas reavaliem o investimento nas plataformas digitais. Porém, antes de gizarmos o plano que nos trará a tão desejada conversão, urge ter em consideração que o momento que atravessamos peca pela inexistência de um fator fulcral: a informação. Embora não haja dúvidas de que este é um momento extraordinário, a verdade é que, para já, ainda detemos análises e projeções enviesadas no que ao comportamento do consumidor concerne, pelo que temos e devemos agir com cautela.

segunda-feira, 21 setembro 2020 13:54
A Quinta Revolução Industrial chegou e trouxe consigo a social-centricity

 

Claro que dispomos já de dados preliminares: setores como o retalho ou o entretenimento beneficiarão de um crescimento exponencial online; cada vez mais, o digital tratará por “tu” as casas dos trabalhadores; um regime misto entre teletrabalho e escritório elevar-se-á; o shopstreaming veio para ficar e as deslocações serão reduzidas ao máximo, emagrecendo o orçamento de viagens das companhias. Posto isto, levanto uma questão: estaremos já a entrar na Quinta Revolução Industrial?

Segundo dados do Ranking Mundial de Competitividade 2020, publicado pelo IMD e pela Porto Business School, Portugal detém a 37.ª economia mais competitiva do mundo. Mas, pergunto-me: estaremos preparados para este futuro, para esta nova economia, com modelos de negócios inovadores, ou consequentes da crise pandémica? À semelhança da I40, na Indústria 5.0, a tecnologia e o avanço de novos serviços serão um must-have, mas estará o tecido empresarial português, maioritariamente composto por Pequenas e Médias Empresas, preparado para integrar o digital nos seus core businesses?

Nesta senda, e com os orçamentos a migrarem, já durante o primeiro e segundo trimestres, para as plataformas sociais, as empresas têm de se proteger com unhas e dentes, simplificando os processos de venda e otimizando os seus orçamentos para digital. Ainda assim, há que ressalvar que uma estratégia online tem de assentar em cinco pilares essenciais: flexibilidade, transparência, data-driven, customer-centriciy e rapidez, transportando, igualmente, estes valores para o offline.

Medir, definir uma estratégia de conteúdo coerente multicanal e não descurar ecossistemas de informação, como a presença nos media, é, para mim, a chave para o sucesso para vingarmos com o sentido de urgência que a atual conjuntura existe. No que às redes sociais diz respeito, a estratégia repete-se — testar, analisar dados e criar conteúdo pertinente. Nesta insustentável leveza do negócio, a volatilidade desempenha, obviamente, um papel relevante, mas com investimentos cirúrgicos, estou certa de que retomaremos as nossas vidas (digitais) após uma breve interrupção.

Ana Beatriz Rodrigues, Head of Social Media do High Creative Studio

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segunda-feira, 21 setembro 2020 13:56

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