Opinião

Estará a cultura das empresas preparada para o regresso?

A cultura organizacional de uma empresa é como qualquer tipo de relação. Para sobreviver tem de ser alimentada diariamente. A pandemia e o confinamento obrigaram inevitavelmente a um afastamento físico onde a nossa palavra tão portuguesa – saudade – ganhou preponderância.

quarta-feira, 17 novembro 2021 11:37
Estará a cultura das empresas preparada para o regresso?

As empresas sentem saudades de ter as suas pessoas perto e de estar presencialmente com os seus clientes. Têm saudades da dinâmica que sempre conheceram e da cultura que construíram! Mas a verdade é que a maior parte das empresas conseguiu encontrar formas alternativas de ultrapassar estas limitações. Através do digital, percebemos que podemos estar perto, mesmo longe, e que tudo pode ser feito à distância, mantendo a proximidade e a motivação. Conhecemos um digital capaz de aproximar as pessoas, criando novos hábitos de trabalho e uma nova forma de nos relacionarmos. Na maior parte dos casos, descobrimos que, para ser produtivo, não é necessário trabalhar sempre a partir do escritório, que, para motivar as equipas, não precisamos de falar cara a cara e que, afinal, conseguimos ser ainda mais produtivos. Com a maioria das empresas já adaptadas a esta nova realidade de teletrabalho e de home office, o desafio agora é pensar como vamos preparar o regresso à nova normalidade.

Mas, será que estamos preparados para voltarmos ao que éramos? Será que estamos iguais?

A verdade é que não! Esta pandemia de escala global mudou claramente as nossas prioridades, os hábitos de trabalho, a capacidade de organização pessoal, a resiliência e a capacidade de adaptação ao imprevisto.  Promovendo uma aprendizagem constante de como viver em permanente mudança.

As empresas são as pessoas, e as pessoas mudaram! Existe um novo ADN e, por isso, a cultura da empresa tem de acompanhar esta mudança e saber transformar-se e reinventar-se uma vez mais.

As empresas devem ser capazes de avaliar a sua cultura e processos internos, medindo a sua eficiência e adequabilidade à nova realidade e ao perfil das suas pessoas.

O desafio da liderança está em liderar e inspirar estas novas pessoas, na sua maioria mais autónomas e que valorizam ainda mais o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, em que o salário emocional ganhou uma dimensão real!

As empresas que evoluíram não podem voltar atrás, retomando antigos hábitos.  

É fundamental perceber quais as mudanças que ocorreram por urgência e necessidade fruto da pandemia, mas que devem ser adotadas como novas práticas, porque é evidente que tornam as empresas e os seus colaboradores mais eficientes. Durante este período, percebemos que devemos aceitar a mudança como algo positivo na vida das nossas empresas, em que a capacidade de adaptação, agilidade e flexibilidade são competências determinantes para o seu sucesso!

Neste novo regresso, as empresas devem potenciar uma nova cultura de empresa focada na liberdade com responsabilidade, sendo fundamental que esteja alinhada com a sua visão estratégica e modelo de negócio, que promova o compromisso da equipa orientado para um conjunto de novos valores e atitudes comuns e que seja capaz de reforçar a proximidade, responsabilização e autonomia de cada equipa.

Sandra Lourenço, CEO da Your People

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quarta-feira, 17 novembro 2021 12:24

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