Opinião

E se pudesse comprar a casa dos seus sonhos sentado no sofá?

E se pudesse comprar a casa dos seus sonhos sentado no sofá? E se conseguisse fazer todo o processo de compra ou venda do seu imóvel através do computador ou do smartphone?

quinta-feira, 19 maio 2022 11:54
E se pudesse comprar a casa dos seus sonhos sentado no sofá?

Já todos sabemos que o último ano foi atípico e desafiante, mas também demonstrou necessidades que nem sabíamos que tínhamos. Ou melhor, demonstrou como valorizamos aspetos que antes não faziam parte das nossas prioridades porque podíamos deslocar-nos e ter acesso a quase tudo sem limitações ou restrições.

Mas, fechados em casa, com grande parte da atividade económica condicionada, percebemos como era fundamental para as empresas encetar todos os esforços para que os negócios não parassem. Este era o momento para acelerar todos os projetos que estavam a ser preparados, mas para os próximos anos e não para a semana seguinte. Ao longo dos últimos meses, temos conhecido alguns exemplos de sucesso de empresas que conseguiram adaptar os seus negócios e, desta forma, ultrapassar os difíceis períodos causados pela Covid-19.

Há sempre aspetos positivos, mesmo nos momentos mais negativos. E a verdade é que a pandemia tem feito muito pela digitalização das empresas. Dados da IBM, divulgados logo em agosto do ano passado, estimavam que a Covid-19 tenha acelerado em cinco anos a transição do comércio das lojas físicas para o digital. Em Portugal, e de acordo com os dados do SIBS Analytics, as compras feitas através da internet em Portugal aumentaram 106%, na segunda metade de maio face ao mesmo período de 2019.

Estes indicadores não incluem a aquisição de imóveis. Mas a digitalização que tem sido acelerada nas empresas portuguesas deve ser transversal a todos os setores. A tecnologia coloca um mundo de oportunidades à nossa disposição e mesmo a realização do maior investimento da nossa vida pode ser através de canais digitais.

É possível, em Portugal, hoje em dia, ter uma experiência imobiliária 100% digital. Este setor já contava com várias ferramentas digitais, como as visitas virtuais, mas estas ainda tinham uma baixa adesão. Foi precisamente o contexto de pandemia que deu um empurrão à utilização destas ferramentas que se assumiram como essenciais para que as operações continuassem a ser realizadas e a atividade imobiliária não parasse completamente.

Mas estas ferramentas que já existiam ainda não eram suficientes para que o processo de compra e venda de casas fosse totalmente digital, de uma ponta à outra, desde a colocação do imóvel no mercado, às reuniões, à assinatura digital do contrato de mediação imobiliária e à reserva do imóvel.  E, em abril do ano passado, tudo isso passou a ser possível.

Um avanço que faz com que Portugal assuma uma posição pioneira a nível mundial, ao proporcionar condições 100% digitais para a concretização de negócios imobiliários. E esta inovação tem conseguido uma boa recetividade no mercado, proporcionando a realização de compras/vendas de imóveis e, em muitos casos, a concretização de sonhos, apesar de todas as restrições que a pandemia continua a impor.

Há dois anos, talvez não soubéssemos que seria possível comprar uma casa sentados no sofá. Talvez nem teríamos pensado como isso seria fácil, cómodo e seguro. Mas a verdade é que, mais uma vez, a tecnologia demonstra como pode trazer um mundo de oportunidades às nossas vidas. É obrigação das empresas, em todos os setores, tirar partido das mais-valias que a transição digital pode trazer, não apenas para a expansão da atividade, mas também para criação de melhores serviços e soluções para os clientes.

 

Carlos Santos, Chief Technology Officer da Zome

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quinta-feira, 19 maio 2022 11:57

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