Out of Office

#ProvamosEAprovamos… os cortes maturados de Luís Gaspar

É paragem obrigatória para quem retira verdadeiro prazer de um naco de carne. Não é por acaso que se chama Sala de Corte. E para que não haja dúvidas, a carne está à vista de todos mal se entra. Já era assim na primeira morada deste espaço de Rui Sanches e Luis Gaspar e assim continua no renovado (e alargado) restaurante da Praça D. Luís I, em Lisboa.

sexta-feira, 26 outubro 2018 11:47
#ProvamosEAprovamos… os cortes maturados de Luís Gaspar

 

O que não mudou foi o ambiente. É verdade que há mais lugares – agora são 66, com a possibilidade de um pátio interior (que receberá mais uns 30 convivas, quando estiver aberto) e mantendo os bancos ao balcão, para quem não quer perder pitada da azáfama da cozinha. Mas, a sala é um prolongamento da original – estão lá os sofás castanhos encostados à parede, mas agora com mais espaço entre as mesas quadradas em pedra, tal como lá estão os candeeiros de cobre a proporcionar uma luminosidade algo intimista. Como a dimensão aumentou, o centro da sala é ocupado por mesas redondas, em que a pedra continua a ser a matéria-prima e sobre a qual se assentam as tábuas de madeira onde os cortes continuam a ser servidos.

E, por falar em cortes, há novidades. Luís Gaspar fez crescer a carta com aquela que é a estrela maior dos restaurantes em que reina a carne – o T-bone, um naco em forma de T (claro!) que incluir o osso a separar lombo e vazia e que, neste caso, é maturado ao longo de 15 dias. Mas há mais: há também rabada minhota galega, que inclui maminha, picanha, alcatra e pojadouro, servidos a peso. E há chuletón galego, com uma maturação de 30 dias – este foi o que provamos: a carne apresentou-se em ponto médio, com todos os sucos que lhe são devidos, quase dispensando os molhos e os acompanhamentos. Quase, porque não são, de todo, dispensáveis: nos molhos pontua a maionese de trufa negra, o chimichurri e o stilton, enquanto nos acompanhamentos vale a pena provar o puré de batata com azeite de trufa, o arroz de feijão, chouriço de cebola e farofa de mandioca ou a sala de endívidas com roquefort e nozes.

Antes da carne, porém, já o paladar estava bem desperto. O mérito foi de entradas como o ovo a 64º, o folhado de queijo de cabra, os croquetes de novilho ou o carpaccio de lombo de novilho com azeite de trufa, pistácios e parmesão. E do princípio para o fim, venham as sobremesas. O único senão foi já haver pouco apetite, digamos assim, mas a gula prevaleceu: o ananás nos Açores na brasa, com gelado de carvão vegetal, revelou-se o par perfeito para a sucessão de sabores fortes que o antecederam. É novidade na Sala de Corte, mas uma evolução do que Luís Gaspar já faz na sua Casa Lisboa. E porque este também é um espaço de continuidade, a nova carta herdou a pavlova de frutos vermelhos e as texturas de avelã. Claramente, para os que se entregam aos prazeres do doce e não só da carne.

 

#ProvamosEAprovamos… os cortes maturados de Luís Gaspar

 

#ProvamosEAprovamos… os cortes maturados de Luís Gaspar

 

#ProvamosEAprovamos… os cortes maturados de Luís Gaspar

Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

bt nl

2050.Briefing

O Outdoor Honesto

À Escolha do Consumidor

Edições Especiais

Assinatura Mensal
Edição MensalE-paper

Facebriefing