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#ProvamosEAprovamos… as viagens gastronómicas do ATTLA

Cada visita ao ATTLA é única. E única, não apenas porque cada pessoa vive a experiência gastronómica de forma particular, mas porque a carta muda. Ao sabor dos produtos da época. É que essa é a filosofia do chef André Fernandes, que regressa a Lisboa para abrir um restaurante em nome próprio.

sexta, 01 março 2019 12:19
#ProvamosEAprovamos… as viagens gastronómicas do ATTLA

 

Cozinha atlântica com muita fusão é o que propõe para o seu espaço em Alcântara, projeto a meias com a mulher, a fotógrafa Rita Chantre, que, com ele, partilhou muitas das viagens pelo mundo – as mesmas que justificam a escolha do nome para este restaurante.

André diz que serve o que gosta de comer, com influências do que provou e cozinhou além-fronteiras, numa aventura cuja última paragem foi a Costa Rica. Tailândia, Caraíbas, Bora Bora, Brasil e, primeiro que tudo, França – é deste mix que lhe vem a inspiração.


No ATTLA, serve gastronomia de alta cozinha, com simplicidade e um serviço intimista. O espaço é, também ele, simples e despojado, com decoração de Rita, que recorreu a elementos naturais e algumas peças que trouxe desse mundo.

O respeito pela natureza e pelos produtos vai à mesa. A começar pelo pão de Gleba, acompanhado de duas manteigas inesperadas – de sardinha com pó de funcho e de cabra com pó de beterraba e gengibre.

#provamoseaprovamos... as viagens gastronómicas do Attla

Revelou-se um ótimo princípio para uma refeição que teria continuidade em dois sabores contrastantes: primeiro ostra do Sado, cebola avinagrada, caldo de urtigas, leite amêndoa e mão de Buddha; e depois conglioni de alheira, chalotas grelhadas, satay de abóbora e crumble de broa. Este, apesar de ser uma entrada, revelou-se um vencedor, pois, diz o chef, muitos clientes pedem como prato principal. Quando está na carta, claro! Por nós, concordamos.

#ProvamosEAprovamos… as viagens gastronómicas do ATTLA

Mas nesta experiência, os nossos principais foram outros. A batata doce roxa ao sal, sabayon de cerveja preta e óleo de wasabina conquistou-nos de imediato, pela combinação de sabores e texturas. Polvo grelhado, batata fumada, cinza de chili, alho francês assado foi o “senhor” que se seguiu e o nosso paladar ficou, novamente, rendido.

#ProvamosEAprovamos… as viagens gastronómicas do ATTLA

E a sobremesa? Nada clássica: um sorbet de yuzu do Cercal, toffee salgado e chili, sablé de alfarroba. Tudo acompanhado por um vinho biológico, porque esta é também a preocupação do chef.

Neste ATTLA, além da sazonalidade, a sustentabilidade é uma preocupação – na verdade, são indissociáveis. E o objetivo é do zero desperdício. Só podia ser assim no restaurante de um casal que já viveu com escassez de água.

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