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Batemos à porta d’O Quintal e #provamoseaprovamos

Pode dizer-se que o local é inesperado. Mas não se possa dizer que seja desconhecido, Antes pelo contrário: o ritmo a que a sala se vai enchendo mostra que este restaurante numa rua residencial da Venteira, Amadora, já tem um público, se não fiel, pelo menos curioso. Chama-se O Quintal e para entrar é, mesmo, preciso bater à porta.

sexta, 07 junho 2019 12:22
Batemos à porta d’O Quintal e #provamoseaprovamos

A afluência também se explica pelo facto de este espaço não ser propriamente novato : afinal, já tem dois anos, tendo nascido na vontade de Margarida Breja, licenciada em Ciências Farmacêuticas e atualmente com 28 anos, concretizar um sonho de família. O que é novo é o chef – David Coelho, que já era consultor e passou a residente e que, como tal, introduziu uma nova carta.

Mas, voltemos a Margarida e a uma história que tem tudo a ver com a sua vida: quando viu que o espaço estava para trespasse não hesitou, ou não fosse aquela a rua onde brincara e crescera, e chamou-lhe O Quintal porque, ali, nos anos 60, havia mesmo um quintal. E o conceito, esse, também fala das suas memórias em família, numa casa onde os amigos eram sempre bem-vindos e onde havia sempre comida na mesa. Tal como, então, se batia à porta de casa para partilhar uma refeição, também agora se bate à porta de um restaurante onde a partilha é a base da carta. Por isso, não há grandes travessas, mas pequenas doses, com petiscos, uns mais tradicionais do que outros.

Batemos à porta

Mas esse é o pelouro de David Coelho, que aposta numa cozinha simples, mas não básica: há clássicos como arroz de pato ou bacalhau à brás e pataniscas. Mas também há tártaro de corvina ou tataki de novilho. E queijos de ovelha de Azeitão, requeijão de um pequeno produtor da Serra da Estrela, pão que chega do Senhor Broa, peixe da Peixaria Centenária, fruta da Horta do Bairro ou batata doce da Campos Silvestres. E uma carta de vinhos que privilegia pequenos produtores.

Batemos a porta

Batemos a porta

E há sobremesas, claro, apresentadas num tabuleiro com sugestões e pequenos toques kitch: mousse de lima ou banoffee são duas boas gulodices para terminar a refeição.

 

Batemos à porta d’O Quintal e #provamoseaprovamos


Tudo isto servido numa sala despojada na decoração, mas com apontamentos que tornam o ambiente confortável e elegante. Um contraste interessante com a antecâmara deste « quintal », onde a iluminação difusa enquadra peças de mobiliário e objetos vintage.

Batemos à porta d’O Quintal e #provamoseaprovamos

Nós, claro, provámos e aprovámos ! Ah, falta dizer que O Quintal fica na Rua Bernardim Ribeiro, 5B. É só bater à porta…

Batemos à porta d’O Quintal e #provamoseaprovamos

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