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#ProvamosEAprovamos a ode à carne do Talho da Esquina

Numa altura em que as opções alimentares da família do vegetarianismo parecem captar cada vez mais adeptos, abrir um Talho da Esquina será ousado ou arriscado? Esta é uma questão que não preocupa Vítor Sobral, que lhe responde com ironia e provocação: “A alimentação é como o sexo, é uma opção individual”.

sexta-feira, 27 dezembro 2019 12:43
#ProvamosEAprovamos a ode à carne do Talho da Esquina

 

Mas, focando-se no essencial da questão, afirma que o problema não está na carne: “A preocupação deve ser a origem do que comemos. Come-se demasiada carne ruim”.

E a questão do ambiente? Também tem resposta: “A carne de qualidade é criada em pasto intensivo, pelo que precisa de erva, que produz oxigénio”.

Entrando neste talho lisboeta, situado numa esquina – claro! – fronteiriça à Assembleia da República, em São Bento, Vítor Sobral diz que, ali, todos os produtos têm a ver com Portugal e com a forma como os portugueses comem carne. Há sempre influência da cozinha tradicional, mas também da lusofonia, sobretudo do Brasil.

Desde setembro o que o chef se propõe é servir as melhores carnes portuguesas – de vaca, maturada e não maturada –, mas também de cordeiro e porco. Mas não se pense que este talho vive só de carne: é que os vegetais grelhados prometem ser mais do que simples acompanhamento, reclamam uma atenção especial, até como opção para vegetarianos.

#ProvamosEAprovamos a ode à carne

Logo à entrada se percebe que ali reina a carne. O que se confirma quando as peças começam a desfilar à nossa frente, num exercício que mostra os melhores cortes de onde vão sair as iguarias que constam do menu.

 

#ProvamosEAprovamos a ode à carne

Algumas menos óbvias: é o caso do “Tutano bovino no forno, com limão, tomate, pinhões, alecrim e salsa” ou do “Focinho de porco grelhado, creme de coentros, cebola avinagrada e azeite de trufa”.  Provamos o primeiro, que se revelou uma agradável surpresa: não sendo o tutano uma primeira escolha, a verdade é que surpreendeu pela forma como é apresentado.

#ProvamosEAprovamos a ode à carne

Provamos também “Moelas grelhadas, pimentão da horta e piri piri” e “Entremeada de porco grelhado, creme de alho e vinagrete de tomate assado”, o mesmo é dizer que provamos duas opções em que a carne quase se desfaz de tão macia.

 

#ProvamosEAprovamos a ode à carne

Da carta constam também o “Tártaro bovino, avelãs torradas e vinagrete de cacau”, a “Barriga de novilho, bico de pato, farinheira e laranja” ou as “Asas de galo grelhadas, limão, gengibre e mel”. Não provamos porque havia que guardar apetite para uma bela peça de carne maturada grelhada. No ponto! A fazer valer a pena termos dispensado as outras opções.

#ProvamosEAprovamos a ode à carne

E, só por gula, não nos fizemos rogados às sobremesas, com uma baba de camelo a fazer saltar as papilas gustativas de satisfação.

#ProvamosEAprovamos a ode à carne

Tudo isto num espaço onde a preocupação foi o minimalismo, quebrado visualmente por uma peça do artista Bordallo II, em que se pode ler "We are what we eat". Meat...

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