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Mercado deve transmitir "mensagens positivas, optimismo e força" em momentos negativos

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O mercado publicitário deve aproveitar momentos de contracção económica, como o actual, para transmitir "mensagens positivas, optimismo e força" aos consumidores, disse à agência Lusa o presidente do Omnicom Media Group, Luís Mergulhão.
terça-feira, 26 abril 2011 10:47


O responsável admite contudo que a queda de 2,5 por cento prevista para este ano no sector "será provavelmente maior", até porque os investimentos das marcas estão "directamente associados ao consumo privado, que naturalmente vai cair" durante 2011.

O presidente do Omnicom Media Group, empresa líder mundial nas áreas de publicidade, marketing e comunicação, assinala contudo que o mercado português tem tido um crescimento "muito pobre" e tem actualmente os mesmos "preços correntes, na casa dos 700 milhões de euros", que tinha em 2010, pelo que "não há espaço para ajustamentos técnicos".

Luís Mergulhão dá como exemplo o caso espanhol, país que "cresceu a dois dígitos durante muitos anos" e depois, no pico da crise, teve uma queda abrupta, na ordem dos 45 por cento.

O responsável do Omnicom Media Group realça a "função social" que as marcas devem ter em períodos de crise para incentivar o "consumo privado", o que "permite a dinamização da economia" e mesmo que esse "factor de estímulo" não venha de marcas portuguesas merece ser destacado porque o "consumo responsável, que os portugueses de uma maneira geral fazem", permite que a economia continue a funcionar".

Tradicionalmente, "os investimentos publicitários têm uma correlação directa com o consumo privado, não tanto com o investimento público. E pela primeira vez o consumo privado pode entrar em queda. As marcas comunicam para vender, mas se consideram que não vendem mais que determinado patamar, constringem os seus investimentos de comunicação. Mas as marcas também sabem que a comunicação transmite mensagens positivas, optimismo e força perante situações adversas como as que vivemos", analisa Luís Mergulhão.

A tragédia recente no Japão, devastado há cerca de um mês por um sismo e por um tsunami, é também motivo de preocupação para o presidente do Omnicom Media Group: "não tem sido tomado em conta o impacto dos acontecimentos no Japão no mercado da publicidade", adverte.

"O Japão é uma das maiores economias do mundo e a paralisação muito forte de algumas indústrias levará a que num muito curto espaço de tempo poderemos ser confrontados com alguns importantes anunciantes não terem capacidade para grandes investimentos", realça Luís Mergulhão, apontando como exemplos a industria electrónica, automóvel e todo um "conjunto de indústrias" que tem nos seus produtos diversos componentes fabricados naquele país.

Fonte: Lusa
terça-feira, 26 abril 2011 16:11

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