Publicidade

Mercado da publicidade continua em quebra

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Os líderes das maiores agências de meios em Portugal analisaram o mercado publicitário em Portugal e concluíram que para além de não se encontrar muito animador, não se esperam melhoras, pelo menos até Dezembro.
quinta-feira, 28 julho 2011 12:37


O investimento no sector publicitário sofreu uma quebra entre 6 a 10 por cento nos primeiros meses do ano e estima-se que deve continuar a cair.
Contudo, é preciso ter em conta a conjuntura económica actual e perceber que a quebra no mercado da publicidade entre Janeiro e Junho acaba, assim, por ser natural.

A televisão e o digital eram, até então, os meios que mais tinham resistido à crise. Por isso, foi nestas duas plataformas onde se registou uma maior quebra, a qual Alberto Rui, CEO da Initiative, estima ser de, pelo menos, oito por cento.

André Freira, CEO da Aegis Media para a Península Ibérica e responsável pela Carat, confirma os valores supra: “o que assistimos no primeiro semestre foi a uma perda mais ou menos generalizada a todos os meios, ao contrário do que acontecia nos outros anos em que a imprensa era o meio mais penalizado”, refere.

Após a apresentação, na terça-feira passada, dos seus resultados do primeiro semestre, a Media Capital revelou que os proveitos da publicidade em televisão caíram cinco por cento dentro do grupo.

Apesar do recuo, a TVI continuar a ser o canal que aufere a maior percentagem publicitária (37,3 por cento, no total); seguem-se a SIC, com 21 por cento, e RTP com 12,2 por cento. As contas são da Monitor, remetendo a para preços de tabela antes dos descontos praticados pelos meios de comunicação. Os mesmos números evidenciam ainda que é a televisão quem continua a receber grande parte do bolo publicitário: 75 por cento.

O impacto das novas medidas de austeridade é a principal causa para a quebra deste mercado. “Não há razão objectiva para que a situação melhore”, refere Alberto Rui; pelo contrário, “o aumento dos transportes e a subida do IVA deverão agravar ainda mais a situação”, acrescenta.

Porém, André Freire tenta manter uma atitude positiva ao lembrar que o mercado português “não tem muito mais margem para cair”, depois de três anos consecutivos de decréscimo que começaram como o “ano horribilis” de 2009.

Fonte: Diário Económico

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