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Benetton, (torna) a chocar pelo fim do ódio

Benetton, (torna) a chocar pelo fim do ódio

Conhecida pela irreverência e provocação, a Benetton investiu 10 milhões de euros numa nova campanha que promete ser polémica. O Papa Bento XVI e Ahmed Mohamed el-Tayeb, imã da mesquita de AL-Azhar no Cairo, ou Barack Obama e o líder chinês Hu Jintao, entre outros importantes líderes mundiais, são-nos agora apresentados a beijarem-se na boca.

quarta-feira, 16 novembro 2011 16:35


Com inspiração na frase budista "O ódio não cessa com o ódio em tempo algum, o ódio cessa com amor", a Benetton lança hoje, dia 16, uma campanha mundial onde o beijo – "símbolo mais reconhecido do amor" – está em destaque.

A marca italiana marca assim o início do projecto UNHATE, onde para além da campanha de comunicação, é agora apresentada também uma Fundação que quer contribuir para a criação de uma nova cultura da tolerância, que se oponha ao ódio a partir dos valores fundamentais da Benetton.

Indagada pelo Briefing sobre se não é arriscado tocar neste assunto numa altura tão sensível como esta, a marca italiana responde: "Vivemos em tempos complicados: a crise económica generalizada e o aumento inadequado da desconfiança e do conflito social. Mas estes são também tempos de uma nova esperança, como vimos nos movimentos de protesto, começando pela primavera Árabe, na Tunísia, alastrando ao Egipto e Espanha, até às iniciativas 'Occupy Wall Street', em Nova Iorque. Este é o cenário de que a Benetton quer fazer parte, estimulando a mudança e participação. Quer fazer ouvir a sua voz, tomando uma atitude de diálogo e respeito pela diversidade, com uma simples e clara mensagem".



Em comunicado, a Benetton informa também que a Fundação quer ser um "think tank que atraia personalidades e talentos da cultura, da economia, do direito e da política, e pessoas que de simples cidadãos tornaram-se líderes de movimentos, distinguindo-se no mundo pelos pensamentos e pelas acções contra as manifestações e as causas do ódio".

Paralelamente, foi lançado um filme com o mesmo nome, realizado pelo francês Laurent Chanez que "conta o equilíbrio precário e o envolvimento estreito entre o impulso para o ódio e as razões do amor", informa a insígnia.

Ao que o Briefing conseguiu apurar, algumas acções de guerrilha já foram realizadas em Tel Aviv, Roma e Milão, no entanto, não estão previstas iniciativas do género no nosso País. Por sua vez, Paris e Nova Iorque são as cidades onde também estão agendadas mais acções de guerrilha.

"Esta campanha é um alerta: claro que a Benetton não pode esperar que a campanha resolva os imensos problemas do nosso tempo. Mas pode ajudar a lembrar as pessoas que os problemas existem", conclui fonte da insígnia em declarações ao Briefing.

Resta acrescentar que a campanha foi desenvolvida pela Fabrica, o centro de pesquisa do Grupo Benetton para a comunicação social.

Entretanto, o Vaticano emitiu um comunicado a criticar a campanha e, na voz do padre Federico Lombardi, vem afirmar que a iniciativa é uma falta de respeito para com o Papa e fiéis da Igreja Católica. Devido a esta posição do Vaticano, a Benetton decidiu remover da campanha a imagem que incluía o Sumo Pontífice, avança o Público.



Filipe Santa-Bárbara
Fonte: Briefing
(actualizada às 10h30 - 17/11)

quinta-feira, 17 novembro 2011 10:42

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