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Imagens que vendem? É a estratégia da Primetag para mudar a pub online

"Que produto é? Quanto custa? Onde posso comprá-lo?". Estas são questões a que a Primetag quer responder. Made in Portugal, mas com ambições internacionais, esta é uma ferramenta que pretende mudar a forma como se faz publicidade online através da venda de produtos a partir de imagens.

quarta, 28 outubro 2015 13:03
Imagens que vendem? É a estratégia da Primetag para mudar a pub online

Chama-se Primetag e promete trazer uma nova realidade à publicidade digital e compra online. Trata-se de uma tecnologia que permite adquirir produtos visualizados em imagens e que surgiu a partir de um outro projeto. Conta Manuel Albuquerque, um dos fundadores e CEO da Primetag, que esta ideia partiu do RadLegacy, uma plataforma social para atletas de desportos de ação. O objetivo, explica, era criar uma nova forma de sustento para os atletas através da venda dos produtos que promoviam em vídeos e imagens dentro da plataforma. "Na primeira semana, conseguimos excelentes resultados ao ponto de repensarmos o propósito do projeto e de nos focarmos apenas na fórmula de e-commerce e publicidade". E, assim, nasce a Primetag. Uma ferramenta que pretende alavancar o poder comercial de uma imagem, disponibilizando o acesso à compra dos produtos que lá estão apresentados. Diz Manuel Albuquerque que esta fórmula não só beneficia o utilizador, por estabelecer o acesso que está "a pedir", mas também a marca, por poder gerar uma venda orgânica.

"Se perguntarmos ao diretor de marketing de uma marca de roupa quantas imagens espalhadas pela internet têm produtos seus, ele não saberá responder, desconhecendo quanto perde em receitas". A Primetag sabe quantos e quais os produtos que existem em todas as imagens da sua rede, e qual o volume de negócio estimado que é perdido por cada uma das marcas.

Explora, assim, um novo espaço – as imagens – que, segundo o CEO, ainda não tinha sido usado com a finalidade de gerar vendas diretas. Para Manuel Albuquerque, o poder visual de uma boa imagem é capaz de desencadear o interesse de consumidores em produtos. Uma convicção comprovada pelos milhares de comentários e mensagens online com questões como "Qual é o produto que estás a usar naquela imagem?". A Primetag elimina esse passo e encurta a distância entre o interesse e o acesso, sem alterar a identidade do canal de quem publica.

Mas como? Através de uma rede de publishers que utiliza esta tecnologia, constituída por algoritmos de reconhecimento visual que permitem a deteção de produtos em imagens de uma forma automática. Por enquanto, os publishers a quem a Primetag se destina são bloggers da indústria da moda, beleza e decoração, que ganham uma comissão por cada venda gerada. O modelo é baseado em performance, isto é, em vendas, em que as empresas "que fizerem negócio com as imagens partilham uma comissão das vendas entre a Primetag e o publisher", explica Manuel Albuquerque.

Assim, esta tecnologia apresenta-se como uma solução que proporciona uma nova forma de rendimento para publishers e marcas, melhorando conteúdos gráficos e canalizando tráfego para páginas de venda online. Na rede já estão mais de 300 blogues e todos os dias há entre 15 a 30 novos registos.

Lançada apenas em abril, a Primetag já apresenta casos em que a conversão da publicidade atinge os 80% (por cada 100 entradas, 80 utilizadores clicam nos produtos), sendo a média de 22%. Números que contrastam com a conversão da publicidade digital convencional, em que, segundo Manuel Albuquerque, os números oscilam entre os 0,08% e os 2%. Uma aceitação também comprovada pelos comentários dos utilizadores, que congratulam o publisher pela melhoria substancial de qualidade dos conteúdos por promoverem acessos facilitados.

Com o objetivo de "mudar por completo o modo como se faz publicidade online, proporcionando uma navegação na internet mais limpa, fácil e de maior qualidade", a Primetag pretende ter, até final do ano, o mercado português de publishers a usar esta tecnologia. Reino Unido é o próximo passo, adianta o CEO, pois apresenta-se como um polo atrativo para media, publicidade e e-commerce, além das fortes ligações com a indústria da moda.

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