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O “perverso” e o “fantástico” de 20 anos de democratização, by João Sacadura

"Há 20 anos os orçamentos faziam-se em 6 dias e depois enviavam-se por fax!". É assim que João Sacadura, cofundador da Trix, assinala as mudanças de duas décadas na vida da produtora, que está a comemorar o aniversário. Mudanças essas que levaram a uma democratização da produção de conteúdos. E é sobre o lado "perverso" e o "fantástico" destas alterações que o produtor executivo se debruça.

quarta, 30 março 2016 12:45
O “perverso” e o “fantástico” de 20 anos de democratização, by João Sacadura

Na visão de João Sacadura, muita coisa mudou na área de produção nestes 20 anos. "Mudou a tecnologia, claro, mas talvez mais importante que isso, mudou a maneira de comunicar". A "banalização" do acesso à tecnologia e à informação técnica levaram, segundo João Sacadura, a uma democratização da produção de conteúdos o que "teve um efeito fantástico e perverso ao mesmo tempo".

"Por um lado, esta democratização levou a uma descoberta de talento, a uma experimentação estética e narrativa que faz com que tudo esteja constantemente a ser reinventado – e ainda bem! Descobrem-se pessoas a fazer coisas fantásticas, e precisamos de estar constantemente a ver o que aparece de novo". E isto faz com a equipa da Trix saía da zona de conforto, para repensar o que julgam que sabem e fazer "coisas inovadoras".

Por outro, "esta democratização e "banalização" do acesso à produção de vídeo "leva a que haja mais concorrência, mais ou menos profissional, e com ela surjam clientes que pensem que bons resultados podem ser obtidos a qualquer preço. É verdade que os novos meios técnicos ajudam a conter alguns valores e a agilizar processos, mas bons resultados precisam de meios, de tempo, e de talento".

Diz João Sacadura que outra coisa que mudou "radicalmente" foi a forma de comunicar. "Há 20 anos, faziam-se filmes para televisão, esporadicamente para cinema, e institucionais de "bradar aos céus". Os guiões eram super diretos, completamente virados para o produto. A publicidade era 'imposta', os consumidores viam-na quer quisessem quer não, e não havia grandes preocupações em cativar o espectador". Por oposição, "hoje as marcas têm que cativar o consumidor, têm que usar todo o charme para chamar a sua atenção".

É por isso que o "trunfo" da Trix passa por adaptar a melhor técnica a cada projeto, característica que faz com que a produtora se diga "multifacetada".

Em mês de aniversário, João Sacadura fala sobre o futuro da produtora que, com um crescimento da faturação de 10%, em média, desde 2012, considera que o mercado doméstico ainda oferece potencial de crescimento na área da ficção, à qual se pretende dedicar com mais recursos. Ainda em 2016, a Trix vai começar a produzir a sua primeira longa-metragem e espera aumentar a lista de países para onde exporta trabalho - atualmente, Espanha e Itália.

Sobre as iniciativas preparadas para assinalar os 20 anos da Trix, "além de uma grande festa de aniversário, há algumas surpresas ao nível da comunicação", mas que o cofundador não revela já.

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quarta, 30 março 2016 13:20

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