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A Krypton na produção de services: "É tropa de elite"

À beira de completar 30 anos, a Krypton lançou-se em 2017 numa nova área de negócio – a captação de produções internacionais para Portugal. Trata-se da Krypton International, que se apresenta como um facilitador e parceiro de quem pretenda realizar filmes em território nacional. Telma Alfredo, que já havia trabalhado com a produtora, regressou para assumir o projeto.

terça-feira, 18 julho 2017 13:26
A Krypton na produção de services: "É tropa de elite"


Na prática, constituiu a entrada oficial da produtora no segmento da produção de services, uma vez que a Krypton já era solicitada por clientes internacionais. Houve necessidade, como explica Telma Alfredo, de autonomizar o negócio: "O mercado internacional dos serviços de produção funciona de maneira totalmente diferente do mercado nacional. Há um registo e uma exigência diferentes. É, como costumo dizer, tropa de elite". O que acontece é que "há toda uma equipa estrangeira que vem para Portugal, desde a agência ao cliente, requerendo uma atenção especial, uma dedicação quase 24/7, desde que aterram em Lisboa temos de estar disponíveis, é uma intensidade diferente".

A Krypton já conhecia o mercado dos serviços, simplesmente não trabalhava nele de uma forma sistemática. E o primeiro trimestre do ano saldou-se por dois projetos, ambos filmados em Lisboa. A estreia aconteceu com a campanha de primavera do El Corte Inglés, que colocou 150 figurantes femininas a correr pelas ruas da cidade. Seguiu-se uma campanha para a Samsung de promoção de uma máquina de lavar roupa. As filmagens aconteceram em interior, num bar e em casas, sendo o mercado norte-americano o primeiro a ver o filme. Os contactos têm-se sucedido, tendo a Krypton International vários orçamentos em mãos.

E o que tem Portugal de tão atrativo para ser escolhido para uma campanha internacional? Telma Alfredo elenca os atributos: uma excelente luz, dez horas de luz no inverno, diversidade de paisagens, diversidade de castings. E, claro, custos inferiores aos de outras localizações, desde logo a vizinha Espanha, também muito procurada para filmagens publicitárias. Não é só Lisboa: o Porto, o Algarve, a costa vicentina também são localizações apetecíveis.

E o que oferece a Krypton International? "Os recursos humanos e técnicos de uma produtora com 30 anos de experiência". De fora ficam os realizadores, porque, esses, são da produtora internacional que contrata a equipa portuguesa. Mas a pesquisa de locais e a seleção dos figurantes e dos protagonistas, quando é o caso, tem mão de Telma Alfredo: "Recebemos o script, em que é explicado o filme, e, em função disso, fazemos a pesquisa de locais, embora a palavra final seja da produtora. Fazemos também o casting, pois temos uma excelente oferta, com todos os géneros de pessoas, multiculturais. Muitas vezes os protagonistas das campanhas são portugueses. Quando têm de falar outra língua, são estrangeiros, mas também temos estrangeiros a viver em Portugal que fazem os nossos castings". Nas localizações, Lisboa continua a dominar: "Está na moda, definitivamente. Temos muita variedade de décors – cidade, campo, praia, monumentos, palácios, castelos... Já se filmou de tudo em Lisboa". A escolha dos locais e das pessoas é, de certa forma, o contributo criativo da Krypton para as campanhas, mas, à medida que a produção avança, a equipa portuguesa também dá o seu input, "há sempre interação".

E se Lisboa está na moda para filmagens publicitárias, a verdade é que a própria Krypton International acaba por promover o destino, na medida em que procura proporcionar a melhor experiência possível à equipa estrangeira, dando-lhe a conhecer a cidade, mas também Sintra, Cascais, Ericeira. "Já vêm muito aliciados por Lisboa, já acham que é uma cidade fantástica, depois é chegar cá e comprovar. O que é fácil, porque adoram a comida, a meteorologia...". A promoção acontece, mesmo que os cenários da campanha não remetam necessariamente para Portugal: é o caso do filme da Samsung, todo gravado em interiores. Aqui não jogaram os trunfos da paisagem ou da luz: "O casting era mais interessante cá".

Quanto ao potencial desta área de negócio, Telma Alfredo começa por lembrar que ainda está a dar os primeiros passos, sejam embora passos positivos: "Estamos a começar bem, já fizemos dois filmes, estamos a orçamentar mais, mas ainda é cedo. Mas claro que tem potencial, dois filmes no início do ano é fantástico". O objetivo agora é crescer, sabendo que há outras produtoras de serviços no mercado e há mais tempo. A diferenciação, diz, passa pela proposta de valor – "é a única maneira possível". Quanto à ambição para este primeiro ano, a responsável pela nova unidade de negócio prefere não concretizar: "Comecei por não estabelecer muitas metas, para não ficar frustrada. Está a correr bem. É um orçamento de cada vez". 

 

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terça-feira, 18 julho 2017 13:37

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