Portugal é o país da UE com mais jovens a comprar carros novos

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O estudo sobre o mercado de automóveis, realizado pelo Observador Cetelem, conclui que a idade média dos compradores de veículos novos na Europa é de 50 anos, sendo que em Portugal é de 43 anos.

Conclui ainda que os jovens europeus optam preferencialmente pelo segmento dos carros usados, sendo que Portugal, Espanha e, ainda que menos vincada, Itália possuam uma média de idade mais baixa devido à grande percentagem de jovens com menos de 30 anos que compram carros novos: 20% em Portugal, 17% em Espanha e 15% na Itália, contra 11% em média na Europa. Tal é resultado de uma permanência mais prolongada em casa dos pais, que permite aos jovens sul europeus evitarem o suporte de uma série de despesas impositivas e importante, como a renda e a alimentação. O Reino Unido e a Polónia registam, ao invés, a menor proporção de indivíduos com menos de 30 anos que compram carros novos, proporção essa que é inferior a 7,5%.

Uma das conclusões desta 5ª edição do Observador Cetelem é o facto dos jovens procurarem mais o mercado de veículos usados: 63% dos indivíduos com menos de 30 anos que adquiriram carro compraram um usado, o que representa uma taxa de 18% superior à registada entre os indivíduos com mais de 50 anos.

Para os europeus com menos de 30 anos, a compra de um veículo novo é um acto excepcional. Tal aumenta com a idade, acompanhando a evolução das necessidades (estabilidade profissional, melhoria do nível de vida, vida em comum, nascimento do primeiro filho, etc.). Mas o grupo etário que é o verdadeiro alvo da indústria automóvel é o dos 45-60 anos, ainda que esconda algumas disparidades entre os diferentes países europeus.

Na elaboração deste estudo esteve envolvido o Instituto de estudos e de consultoria BIPE, com as análises económicas e de mercado e previsões.

Os inquéritos aos consumidores foram conduzidos pela TNS em Julho de 2010. No total foram inquiridos 4800 europeus, divididos em sub populações representativas dos grupos etários de cada país, num novo perímetro do estudo que é agora constituído por oito países, devido à entrada da Bélgica e Polónia que nos estudos anteriores não fizeram parte.

Fonte: MutiCom

Segunda-feira, 07 Fevereiro 2011 13:02


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