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	<title>Arquivo de a lente de - Briefing: Todas as notícias sobre os negócios do Marketing e da Publicidade</title>
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	<description>Portal de Marketing e Publicidade: A sua porta de entrada para as últimas notícias, dicas e tendências do mundo do marketing.</description>
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		<title>#ALenteDe Martim Condeixa quer conciliar publicidade e cinema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 May 2024 09:26:25 +0000</pubDate>
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<p>Martim Condeixa não sabe, exatamente, o que o levou a ser realizador, mas tem bem presente na memória o dia em que o irmão mais velho lhe mostrou o filme “The Nightmare Before Christmas”, de Tim Burton, tendo despoletado em si uma visão e um interesse totalmente diferentes sobre cinema. E também não esquece quando, no liceu, fez uma “péssima” curta-metragem, em que teve “a coragem ou a terrível ideia” de escrever, realizar, ser protagonista e inclusive duplo. “Essa, sim, foi a minha primeira experiência como realizador e tive logo um longo e duro combate entre expectativa vs. resultado”, afirma, acrescentando que o resto é conversa. Que é como quem diz: estudou Comunicação e Imagem, trabalhou como assistente de realização em projetos de service e, mais tarde, já a estudar Cinema na República Checa, surgiu o primeiro convite para realizar uma publicidade em Portugal.</p>
<p>Sempre gostou de publicidade, sobretudo daqueles clássicos que ficam na cabeça e que se andam dias a cantarolar a música ou a imitar as expressões icónicas, mas foi o desafio dos 30 segundos, de uma narrativa imediata, do desafio da montagem, da possibilidade de explorar diferentes linguagens narrativas e técnicas, que desenvolveu em si o interesse pela área. Martim Condeixa confessa ser difícil caracterizar o seu trabalho, ainda que tenha colegas que já percebem quando um filme é seu e reconhecem certos elementos e características de realização, etc.. “Eu não faço ideia. Sei que tenho um certo carinho e prazer no universo do humor, pelo trabalho com os atores, o lado insólito e inesperado das narrativas, mas também um gosto enorme de uma boa e clássica história”, diz. No entanto, consegue definir-se enquanto profissional: é dedicado, ambicioso, pragmático e, sobretudo, bem-humorado. “Gosto muito do lado humano da nossa profissão – a possibilidade de comunicar com todo o estilo de pessoas. Num período de 24 horas, podemos recolher um universo de experiências humanas e isso agrada-me bastante”, acrescenta.</p>
<p>Para o realizador, um bom realizador tem de ter um enorme prazer em contar uma boa história, e garantir que a narrativa não se perde no visual e que o “core” da ideia se transmite de forma clara e eficaz. E ser pragmático, racional nos momentos difíceis e capaz de solucionar problemas rapidamente. “Mas, sobretudo, tem de ser capaz de se colocar nos olhos do espectador, garantindo que o filme toca naqueles para quem estamos a comunicar. De nada vale termos um filme perfeito para o nosso umbigo, se os outros não o entenderem”, defende.</p>
<p>O videoclip do rapper russo Oxxxymiron, que filmou em São Petersburgo, na Rússia, foi o trabalho que lhe deu mais gozo fazer – na altura, estava a começar a realizar. Sentiam-se umas “crianças” – ele e o diretor de Fotografia Leandro Ferrão – e foi tudo uma “enorme aventura”: filmar na Rússia pela primeira vez, a fama do músico, a escala do projeto e o orçamento envolvido. E são vários os que gostaria de ter realizado, mas destaca um, pela sua simplicidade, acting, técnica e, principalmente, forma como aborda o tema: a campanha “Life Story”, da instituição de caridade Barnardo’s, realizada por Ringan Ledwidge. “Um verdadeiro soco no estômago”!</p>
<p>Conseguir conciliar os dois universos de realização, publicidade e cinema, é o grande objetivo profissional de Martim Condeixa. “Apesar de só agora começar a tentar entrar no cinema, é nele que pretendo contar as minhas histórias e deixar a minha marca. Um projeto sem dúvida mais pessoal que começa agora”, termina.</p>
<p>Diariamente, “brincar” é no PLAYGROUND.</p>
<p><em>Carolina Neves</em></p>
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		<title>#ALenteDe Fred Oliveira filma lá fora</title>
		<link>https://www.briefing.pt/noticias/alentede-fred-oliveira-filma-la-fora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Sep 2023 09:30:49 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-192235" src="https://www.briefing.pt/wp-content/uploads/2024/04/audiobyai.png" alt="Audio by AI" width="230" height="60" /></p>
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<p>Em criança, Fred Oliveira trocava os carrinhos por tubos ou folhas de papel, que enrolava para simular uma lente. Se, na altura, longe estava o pensamento de ser realizador, esse tornou-se mais óbvio quando uma tia lhe ofereceu uma câmara de filmar. Tinha uns 14 anos e “filmava tudo o que mexesse”. A escolha pelo curso de Cinema e Vídeo na Escola Superior Artística do Porto, que começou em 2002, foi, pois, evidente.</p>
<p>A realização surgiu porque era “deslumbrado e um fascinado contador das histórias dos outros”, diz. A publicidade, essa, apareceu na sua vida já no fim do curso, graças a um convite da Krypton, onde permanece até hoje. “Estava no curso certo, na escola certa e com as pessoas certas”, garante. Foi ainda em 2002 que realizou para a TMN, “Beijo – Mais perto do que é importante“, com a EuroRscg, o primeiro filme de uma carreira que lhe valeu reconhecimentos no New York Festivals, nos Epica Awards, no El Ojo e noutros festivais nacionais e internacionais. Neste percurso, destaca “Doctor”, para a AMCV, com “um poderoso script” da Fuel e talvez porque tenha sido finalista em Cannes Lions. Ou o que filmou para o Queer Lisboa: &#8220;Welcome&#8220;. “O filme nasceu de um copy incrível do Marcelo Lourenço e do Pedro Bexiga e uma folha em branco de cenas, e resultou num orgulhoso manifesto LGBT a preto e branco”, comenta. Noutro prisma, salienta o que fez na Turquia, para a Arçelik, “With your love – Turkey”, numa aventureira produção de um mês com a Norr films. “Na mesma semana num dos dez voos entre filmagens, tivemos fogo na cabine, uma aterragem de emergência, um tornado, um terramoto e o filme a contar 12M de views numa semana&#8230; vou-me lá esquecer disto!”</p>
<p>Da sua memória também não desaparece o primeiro filme que fez para a Ford “Wingman” com a Ogilvy Istambul. Talvez porque foi o seu primeiro filme de carros e porque foram precisos dois meses de trabalho para o design do filme, que implicou a construção de uma casa inspirada no Ford Focus em dois estúdios.</p>
<p>Esta foi, aliás, uma das muitas produções internacionais que tem assinado e que tornou a Turquia na sua segunda casa. “Tenho com a Norr Films e o mercado turco uma relação muito próxima e familiar&#8230; por isso vivo muito entre Lisboa e Istambul”, conta.</p>
<p>Seja em Portugal, ou no estrangeiro, o ritual antes de começar um filme é sempre o mesmo: representa todas as personagens da cena e, depois, em filmagens, coloca os AirPods, e dirige “a orquestra”. Assumindo-se como um “bicho de palco”, defende que um realizador de publicidade deve ser um apaixonado em 30 segundos. Além disso, ser estético, contar uma história como a sente e não como a lê e acreditar nas personagens são bons pontos de partida. Essencial, sugere, é fazer das PPM [reuniões de pré-produção] o palco do filme. É nelas que começa o seu palco. “Depois é contar uma história mesmo quando não existe história e dirigir a cena mesmo quando não tens atores”. Não diferencia, porém, a lente do cinema da da publicidade: “Não consigo dissociar uma da outra ou provavelmente não sei mesmo”.</p>
<p>Assumindo-se como um homem de palco e representando as personagens do filme antes de começar a filmar, saltar para a frente das câmaras é uma possibilidade? Talvez, responde. Mas, para já, diz, está mais focado na realização. “Não sei se aguentava a pressão de dois papéis”, nota.</p>
<p>Do que gosta é de um “bom desafio, de criar laços, de traçar caminhos”. A experiência com marcas como a Vodafone, o Continente ou a Ford são reflexo de trabalhos que caracteriza como desafiantes, gratificantes e de continuidade. Em comum têm o storytelling. É, aliás, com todas as marcas que o têm no ADN que gostaria de trabalhar. Quanto a filmes, realça o desejo de ter realizado todos os storytellings que não ganhou em pitch ou o, bem antigo, mas de que ainda se lembra bem: &#8220;Everyday she melts my heart ́ ́, “que é muito mais do que ‘aquele momento’&#8221;. Admite, “claro”, que gostava de já ter na carteira filmes para a Nike ou para a John Lewis. São os detalhes que raramente “temos o prazer de ver num anúncio” que o deixam rendido, e não a espetacularidade. É o caso do filme do Vince Squibb, com a Lowe London e a Gorgeous, para a Nestlé Baci, em 2004. “Um café, duas personagens, o mesmo café e o mesmo chocolate. Simples, parece&#8230; nota-se a excelência na representação, a elegância na direção e onde encaixa e muito bem a Nuvole Bianche, do Ludovico Einaudi”.</p>
<p><em>Sofia Dutra</em></p>
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		<title>#ALenteDe João Pedro Moreira tem duas décadas</title>
		<link>https://www.briefing.pt/noticias/alentede-joao-pedro-moreira-tem-duas-decadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jun 2023 10:48:46 +0000</pubDate>
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<p>Foi exatamente a edição de imagem, tarefa que vai fazendo até aos dias de hoje, que o levou à realização. Esteve durante algum tempo ligado à televisão, mas o salto para este mundo deu-se quando aceitou trabalhar para a Subfilmes. Foi lá que João Pedro Moreira deu os primeiros passos a realizar videoclips, que são, aliás, um dos formatos que mais o fascina. Talvez seja por estar ligado à música, mas também por dar abertura ao seu lado mais criativo.</p>
<p>A paixão pela música também é de longa data. Antes do mundo das câmaras, estudou música, teve uma banda e a sua aspiração de vida girava em torno do sonho de viver disso. Percebeu, depois, que seria um caminho difícil, embora ainda hoje faça parte da banda Beautify Junkyards. Ao tomar consciência dessa realidade, foi à procura de algo que o preenchesse, encontrando pelo percurso a realização. Segundo conta, esta admiração pela imagem vem do avô, que era fotógrafo e que tinha uma loja de fotografia que o realizador frequentava diariamente depois da escola.</p>
<p>Hoje, afirma que gosta de se sentir desafiado por algo que nunca fez e que descobrir novos caminhos e linguagens é o “condimento essencial” para se envolver em alguma coisa.</p>
<p>Como realizador, acredita que, para exercer a profissão, é preciso um elemento chave: sensibilidade. Reconhece que cada realizador é diferente, mas destaca que é importante, além de dar asas à sua criatividade, dar espaço à visão da pessoa ou entidade para quem está a trabalhar. “Sinto que é um ponto fundamental para que um trabalho corra bem”, diz.</p>
<p>E a lente do cinema? Será que é a mesma da publicidade? O realizador responde: pode ser e pode não ser, dependendo do produto e do filme. Mas, acrescenta, “a sensibilidade tem de estar sempre ligada à necessidade de cada filme”.</p>
<p>E na publicidade? Será que uma má realização pode arruinar um bom copy? João Pedro Moreira acredita que tem de ser um trabalho conjunto e partilha a sua perspetiva de que não é na publicidade que vai conseguir fazer o seu filme, ou seja, não pode tornar a publicidade numa coisa pessoal.</p>
<p>Considera que o facto de estar desde muito cedo ligado à edição, à fotografia, ao som e à música lhe deu a capacidade de entender muitos dos processos ligados à execução de qualquer filme.</p>
<p>“Este conhecimento transpus em muitas coisas que fiz, principalmente em documentário, mas é sobretudo transposto na comunicação com as pessoas ligadas a estas áreas e com quem trabalho, ajuda muito a passar aquilo que pretendemos e a, juntos, arranjarmos formas de atingir os objetivos”, conta João Pedro Moreira.</p>
<p>Da sua carreira, destaca o projeto ‘Na Casa D&#8217;Este Senhor’ como o mais desafiante por misturar “muitos dos ingredientes” de que gosta. “Na sua essência, é uma publicidade; a agência e o cliente deram todo o espaço para escrever o que quiséssemos, daí saiu um documentário em que a realidade e a ficção se cruzam e se misturam”, descreve.</p>
<p>Atualmente, e depois de ter realizado “A viagem do Rei”, filme-doc sobre o músico Rui Reininho, afirma que se sente tentado a fazer mais trabalhos neste formato, aprofundando tanto o lado doc como o filme.</p>
<p>A longo prazo, diz que sentir-me bem com aquilo que faz, rodear-se de pessoas que admira e dormir descansado é o seu grande objetivo enquanto realizador.</p>
<p><em>Catarina Simões Farinha</em></p>
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		<title>#ALenteDe Paulo Grade foca a realização</title>
		<link>https://www.briefing.pt/noticias/alentede-paulo-grade-foca-a-realizacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carolina Neves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Apr 2023 11:19:21 +0000</pubDate>
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<p>A realização não foi a sua primeira escolha, mas talvez seja a última. Em 2009, volta a entrar na faculdade para estudar Cinema, TV e Multimédia e foi esse o curso que lhe deu a privilégio de escrever e realizar curtas metragens e de ser realizador no “mundo fascinante” dos reality shows.</p>
<p>Em 2014, decide escrever e levar a concurso uma ideia para um programa de televisão que se chamava “Onde está o tesouro”; a ideia foi aceite pela RTP e deu origem a uma série de 16 episódios.</p>
<p>A publicidade entra na sua vida através da produtora Jungle Corner, onde é atualmente realizador. Antes de o ser, esteve ligado a outra atividade profissional e foi aí que nasceu a vontade de entrar no mundo da realização. “Cheguei a um ponto em que tive de arriscar e fazer algo que realmente me inquietava e até aí dominava os meus pensamentos”, assume.</p>
<p>Caracteriza-se como um profissional que dá “extrema importância” ao casting e que faz questão de acompanhar tudo desde o momento zero. Acredita que, para ser um bom realizador, é preciso ser um bom ouvinte, bem como entender a ciência da fotografia e o mecanismo que faz as pessoas ficarem agarradas a uma imagem.</p>
<p>Acredita, ainda, que um realizador não se deve deixar contaminar por dois elementos que podem ser tóxicos: o ego e o preconceito, que, ao atuarem em conjunto, criam bloqueios. Bloqueio à inovação e, além disso, bloqueio em aceitar novas ideias e opiniões que podem ser uma mais-valia.</p>
<p>“Todos os trabalhos são especiais”, afirma o realizador, acrescentando que mesmo aqueles que parecem ser simples são pontos de aprendizagem e sempre úteis em projetos futuros.</p>
<p>Destaca a trilogia de filmes que realizou para a ESC Online, na Jungle Corner, como o projeto que mais gozo lhe deu fazer. Conta que eram filmes visualmente muito fortes e que, tecnicamente, exigiram um espírito de colaboração enorme para que o resultado final fosse o desejado.</p>
<p>“Colaborar, ouvir, respeitar e dar valor a toda a equipa, desde a pessoa que traz o gerador, até ao diretor de fotografia”: aquilo que, na sua ótica, o distingue enquanto profissional.</p>
<p>Perante a pergunta “O que lhe falta fazer a nível profissional?”, comenta que, para quem estudou cinema, como é o seu caso, é inevitável que a resposta seja vir a realizar uma longa metragem. “Gostava de o fazer com base num guião original que fosse escrito por mim, e tendo em conta todas as minhas vivências. Espero que consigam despoletar a minha imaginação para escrever algo que mereça ser retratado em filme”, remata.</p>
<p><em>Catarina Simões Farinha</em></p>
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		<title>#ALenteDe Bruno Ferreira é dupla</title>
		<link>https://www.briefing.pt/noticias/alentedo-bruno-ferreira-e-dupla/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Mar 2023 12:50:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foi, pois, uma infância com muito cinema, mas a grande motivação para o estudar chegou mais tarde. Começou a trabalhar na indústria muito cedo: “Fiz de tudo, de assistente de produção a assistente de realização, mas sabia que tinha a realização sempre cá dentro a mexer”, partilha. O “bichinho” falou mais alto e levou-o a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Foi, pois, uma infância com muito cinema, mas a grande motivação para o estudar chegou mais tarde. Começou a trabalhar na indústria muito cedo: “Fiz de tudo, de assistente de produção a assistente de realização, mas sabia que tinha a realização sempre cá dentro a mexer”, partilha. O “bichinho” falou mais alto e levou-o a arriscar, primeiro um empréstimo bancário, depois a mudança para Nova Iorque. Arriscar compensou, ao ponto de afirmar, sem hesitar: “Ainda acho que foi a melhor decisão da minha vida.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na “cidade que nunca dorme” ganhou rapidez e praticidade de técnicas de realização. Além de, “obviamente, ser uma cidade naturalmente inspiradora, com uma vibração constante, onde tudo se movimenta a uma velocidade avassaladora”. Mas Lisboa é outro mundo: “Tem a poesia e um ritmo muito próprio, tem a luz sempre certa e é uma cidade que evoluiu na sua Arte, com muita música e muito cinema novo e inspirador.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da paixão, o cinema não ocupa em exclusivo a lente do realizador da Casper Films. Deu um passo “bastante orgânico” até à publicidade, que diz adorar fazer, tal como adora fazer cinema. Sem preconceitos: até porque a publicidade lhe permite acesso a filmar com muita frequência. “E isso para mim é o mais importante”, comenta. É “estar constantemente a treinar o olho, a usar novas técnicas e, mais importante do que tudo, dar oportunidade a pessoas que estão a começar e que podem ter na publicidade uma rampa de lançamento para desenvolver as suas qualidades”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não tem dúvidas de que a realização pode fazer toda a diferença numa campanha. Mas, como se fosse um pau de dois bicos, pois tanto pode elevar uma campanha como a pode destruir. Isso não o impede de ter uma visão clara do caminho: “Devemos ser honestos e briosos. Devemos dar tudo o que conseguirmos para fazer um bom filme, que respeite a ideia e os criativos. E, acima de tudo, que orgulhe o cliente.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que sejam dois amores, cinema e publicidade proporcionam-lhe experiências distintas. “Quando faço cinema, estou completamente livre, só obedeço à minha cabeça e ao meu coração. Na publicidade, dá-me imenso prazer o desafio de haver uma espécie de regras que não devem ser quebradas, é meio um quebra-cabeças cinematográfico e isso é interessante e cativante”, descreve.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São dois olhares, duas lentes, mas não opostos. “Em comum, têm a equipa que nos suporta. Isso é certo. Sem equipa não há realizador nem filme. Esse olhar é comum aos dois mundos”, identifica, dando conta de que, no cinema, se refugia mais nas experiências pessoas e no processo autoral, que lhe dá “outra energia e motivação”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E termina, num registo intimista: “Não sei se filmarei publicidade até morrer, mas estou certo de que farei cinema até esse dia chegar”. </span></p>
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<p><em>Fátima de Sousa</em></p>
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