Briefing | Como é que a Colômbia ficou no vosso horizonte?
João Duarte | Estudámos o mercado sul-americano, nomeadamente três países – Colômbia, Chile e Peru – e por cinco razões essenciais acabámos por escolher a Colômbia. Foram elas: dimensão do mercado, crescimento económico dos últimos anos e previsível para os próximos, país amigo do investimento, presença de multinacionais e empresas portuguesas, e acordo com as pessoas certas para se juntarem ao projeto.
Briefing | Diz que a entrada neste mercado aconteceu por vocação. Porquê?
JD | Porque vamos para fora, não concretamente para a Colômbia, por vocação e por paixão. Portugal é um país fantástico, mas é curto para a ambição do nosso grupo. O nosso horizonte vai além do retângulo.
Briefing | Que potencial identifica?
JD | Dimensão do mercado, crescimento económico e presença das grandes multinacionais, um sinal claro da atratividade do país.
Briefing | Com que expectativas inicia esta etapa?
JD | Com a expetativa de sermos um grupo de referência também na Colômbia.
Briefing | Partem já com clientes? E a equipa é toda local?
JD | Se partimos com clientes já? Não. É um tema irrelevante. Não seguimos clientes, seguimos o nosso caminho. Não invalida que possamos alinharmo-nos com algum cliente na exploração de um novo mercado. Mas, aqui, voltou a não acontecer. Vamos para trabalhar com todo o mercado. Por sua vez, a equipa será local. Mesmo portugueses que estejam envolvidos, eventualmente, na operação serão, na sua maioria, portugueses que já são locais, na medida que vivem há vários anos no país.
Briefing | Qual a ambição até final do ano? E a médio prazo?
JD | Até final do ano, ganhar clientes e fazer trabalhos cuja nossa equipa se orgulhe de os fazer. A médio prazo: fazer o triplo ou o quádruplo dos trabalhos de que a nossa equipa se orgulhe.
Briefing | Qual tem sido a estratégia de internacionalização do grupo?
JD | Endereçar o mercado ibérico e lusófono. São os dois maiores eixos. Agora, como terceiro eixo principal teremos a América Latina. Não invalida que estejamos também noutras latitudes e longitudes.
Briefing | Madrid foi a etapa mais recente, em 2014. O potencial identificado confirmou-se? Há sinergias ibéricas?
JD | Sim. A operação Espanha surpreendeu por um crescimento mais rápido do que o esperado, fruto do ganho de dois clientes âncora muito fortes. Continua na linha com o esperado: um mercado muito concorrencial, em que temos que diariamente procurar os nossos pontos de diferenciação.
Briefing | Angola continua a ser o mercado externo mais relevante? Não sofreu com a situação económica do país?
JD | Continua a ser o mais relevante. E sim, sofreu bastante com a situação económica: queda da economia e pagamentos ao exterior são os maiores desafios externos à própria empresa. Mas como a nossa vida depende mais de nós próprios do que dos outros, acredito que as duas variáveis mais decisivas, mesmo em mercados mais difíceis, continuam a ser: visão e estratégia de um lado, talento e empenho da nossa equipa, do outro.
Briefing | O que vale a operação externa no negócio global?
JD | Cerca de 50%.
Briefing | Há outros mercados no radar do grupo?
JD | Para já só temos olhos para os que temos. Vencer nos países e nas áreas de negócio onde estamos já é motivação suficiente para acordar todos os dias e fazer o trabalho que houver para fazer. Não há desporto mais competitivo do que os negócios. É 24 horas, 7 dias por semana.

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