“Mais do que vender um produto, é preciso ter uma razão para fazê-lo. E as marcas que perceberam isso são aquelas que estão a levantar uma bandeira, a questionar paradigmas ou que estão a criar uma conexão verdadeira com as pessoas”, justifica.
Uma tendência lançada por Dove há uns anos e confirmada em 2015, por exemplo, com Always, através da campanha “Like a Girl”, que – recorda – “ajudou a aumentar a confiança e autoestima de meninas que estão na fase da puberdade”, com “Volvo Life Paint”, que acreditou que a segurança na estrada deveria ser para todos, e com Nivea, que ensinou as crianças a usar protetor solar.
Para Luciana Cani, é “evidente” que a estratégia digital com os seus vários formatos de media vai continuar a ganhar protagonismo. E o interessante – diz – é ver como a criatividade vai sempre sobrepor-se à forma: “‘Unskippable’ é um ótimo exemplo de como uma media considerada intrusiva pode se tornar impactante e divertida”.
A diretora criativa da Leo Burnett remata com uma espécie de voto de ano novo: “Enquanto essas tendências se confirmam, há alguma mente brilhante a pensar em algo totalmente novo. Alguma forma ainda mais criativa de conectar marcas e pessoas. E isso é o melhor dessa profissão, somos surpreendidos o tempo todo”.

