Briefing | A Majora está a investir no renascimento da marca. O que motivou esta aposta?
Catarina Jervell | A Majora é uma marca querida de muitos portugueses, e que conta com 76 anos de prestígio e qualidade. A Majora fez parte da infância de muitas gerações e as potencialidades da marca podem ser capitalizadas.
Briefing | Qual a estratégia?
CJ | A estratégia para o relançamento da marca pretende manter o conceito original dos jogos de tabuleiro, e ser uma marca agregadora de pessoas: de irmãos, de amigos, de famílias. Queremos estabelecer parcerias com empresas que tenham provas dadas no mercado e que promovam, em conjunto com a Majora, o desenvolvimento dos produtos que queremos trabalhar.
Briefing | Em que medida a contratação de Catarina Jervell para diretora-geral da marca pode contribuir para esse objetivo?
CJ | Ter sido convidada para relançar a Majora é um grande desafio e acredito que a minha experiência profissional poderá contribuir para dar continuidade ao prestígio da marca. Sou uma pessoa trabalhadora, curiosa e ambiciosa, formada em Economia e com experiência profissional. Estou muito orgulhosa de fazer parte deste projeto e tenho a ambição de continuar a marcar os portugueses com a grande qualidade da marca. Sinto-me muito motivada para executar esta mudança e revitalizar a Majora.
Briefing | E que responsabilidades terá Catarina Jervell a seu cargo?
CJ | As minhas responsabilidades são executar o plano de revitalização traçado para a Majora, sendo que nesta primeira etapa irei estar mais focada em fechar as parcerias com as empresas que nos irão ajudar a promover o desenvolvimento dos nossos produtos.
Briefing | Como a marca pretende dar “vida” à Majora?
CJ | A marca por si só já tem vida! Iremos relançar alguns jogos originais da Majora, bem como outras novidades. A nossa campanha de relançamento da marca também trará novidades.
Briefing | Num mercado tão concorrencial como o dos jogos, como a Majora se diferencia?
CJ | A Majora irá diferenciar-se pelos valores que pretende transmitir, pela qualidade e pela capacidade de ser uma marca agregadora de pessoas.
Briefing | Mas os jogos de tabuleiro têm vindo a ser “substituídos” pelos jogos online. Como a marca pretende recuperar mercado?
CJ | É verdade, mas é importante encontrar um equilíbrio entre o físico e o digital, e estimular as capacidades cognitivas e sociais das crianças. Para além disso, estamos convictos que os jogos de tabuleiro nunca serão substituídos na íntegra pelos digitais. No entanto, e porque sabemos que este mundo se complementa com o físico, a Majora também está a desenvolver a sua estratégia para estar presente ao nível do digital.
Briefing | Está previsto o lançamento de novos produtos?
CJ | Sim.
Briefing | Que objetivos para o próximo ano?
CJ | No próximo ano os nossos objetivos são: dar a conhecer aos portugueses que a Majora está de volta, colocar os novos jogos no mercado, e promover o desenvolvimento dos nossos produtos com os parceiros selecionados.

A Majora, empresa de jogos que acompanharam várias gerações de portugueses, está a trabalhar no renascimento da marca. Encontrar parceiros, tanto industriais como criativos, para o desenvolvimento e revitalização dos produtos é o objetivo. Para isso, a aposta vai para a nova diretora-geral Catarina Jervell, que explica ao Briefing qual a estratégia para dar “vida” à Majora.