É que – explica – para trabalhos “fora-de-série” são precisos meses de pesquisa, de afinamento, de conclusão, e de produção.
Com esta ideia em mente, Marco Dias dá três exemplos de campanhas internacionais que tiveram criatividade portuguesa: “O Último Quadrado de Milka”, de Miguel Durão, na Buzzman Paris; “Retratos da beleza real”, de Hugo Veiga, na Ogilvy Brasil; e “Armas com História”, de João Coutinho, na Grey de Nova Iorque. “Estes trabalhos não tiveram urgência, tiveram o tempo necessário para serem promovidos no melhor que se faz no mundo”.
O diretor criativo da agência 2034 é, novamente, responsável pela curadoria de arte, que sob o mote “Design da Poesia” pretende criar laços comuns entre o Clube de Criativos de Portugal, o Design, e as livrarias de Lisboa e do Porto.
Para isso, Marco Dias convidou 14 equipas de pequenos ateliers, em que cada uma foi desafiada a intervir artisticamente, e sem restrições criativas, de forma a ligar o design e a poesia ao tema do festival. As livrarias disponibilizaram as suas montras para os designers nacionais fazerem uma interpretação poética nas mesmas. “Urgente é a poesia” está, agora, materializado nas montras das 14 livrarias escolhidas pela organização.

