Briefing | Como surgiu a marca Odisseias?
Francisco Costa | Em 2005, os dois fundadores da empresa organizaram uma viagem a Marrocos no âmbito de uma associação juvenil, e ficámos com vontade de criar uma empresa que proporcionasse às pessoas experiências maravilhosas como aquelas que tivemos na viagem. Queríamos uma empresa que tivesse como produto principal as viagens diferentes e experiências alternativas, que as pessoas não tivessem tanta facilidade em encontrar. No entanto, depressa percebemos que, com uma pequena alteração, era possível realizar os sonhos dos portugueses, e pouco tempo depois demos início à empresa, e abrimos as portas ao mercado das experiências.
Durante 10 anos a génese do nosso negócio manteve-se, que é a de oferecer experiências e produtos inesquecíveis, através de soluções inovadoras, com o melhor preço e serviço ao cliente, mas a operacionalização do mesmo cresceu muito em termos de experiências e produtos disponíveis, e acima de tudo, de canais para chegar ao consumidor. Em 2005, começámos por disponibilizar as nossas experiências a partir do nosso website. No nosso primeiro Natal, vendemos 20 experiências e fomos nós entregar pessoalmente a casa dos clientes que as compraram. Hoje em dia vendemos em média 3 mil experiências por dia.
Foram efetivamente 10 anos de bastante crescimento, durante os quais o nosso modelo de negócio e forma de comercialização foram sofrendo algumas alterações, sem nunca perdendo a génese do nosso produto: as experiências. Um ponto sem dúvida marcante deste percurso foi quando em 2008, entrámos na grande distribuição com os nossos packs experiência. Foi uma grande aposta, tendo sido bastante exigente tanto ao nível do investimento financeiro como de know-how que tivemos que adquirir. Isto permitiu-nos marcar uma posição junto do mercado e consumidores, estando agora a Odisseias numa posição de líder de mercado, tanto na venda de packs experiência na grande distribuição, bem como também na venda de experiências online.
Hoje a empresa distingue-se no mercado por essa mesma denominação que nos atribuímos desde o início: somos uma empresa de experiências, e queremos proporcionar os melhores momentos a todos os portugueses aos melhores preços! Celebramos em junho os 10 anos da marca e não nos podíamos sentir mais orgulhosos desta experiência que nos permite dar todos os dias aos portugueses as melhores experiências.
Briefing | De que forma é que a Odisseias está a deixar de ser uma empresa de descontos online e a tornar-se uma empresa de experiências?
FC | Na verdade a Odisseias não está a tornar-se uma empresa de experiências. A Odisseias é desde a sua génese uma empresa de experiências. Obviamente com o crescimento da marca, e alargamento dos touch points com os clientes, a Odisseias teve que procurar formas de se afirmar no mercado. Se relativamente aos packs experiência, o ponto marcante foi a entrada na grande distribuição, já no online o ponto de viragem aconteceu em 2010, quando envolvida na febre dos “daily deals”, a Odisseias experimentou explorar de forma mais ativa o universo online, e conseguiu assim encontrar um espaço no mercado, e rapidamente nos tornámos líderes. Mas na verdade, a Odisseias sempre teve o posicionamento de experiências, e somos hoje a empresa top-of-mind quando se fala nesse tema.
Briefing | E a estratégia de negócio? Também sofreu alterações?
FC | O fundamento da estratégia mantém-se desde a génese da empresa. Está totalmente alinhada com a missão da empresa, “Proporcionar experiências e produtos inesquecíveis, através de soluções inovadoras, com o melhor preço e serviço ao cliente”. E é isto mesmo. Queremos proporcionar aos nossos clientes as melhores experiências. Para tal, temos feito um enorme esforço comercial, para que também se consiga disponibilizar aos clientes ofertas completas onde juntamos, uma atividade a uma estadia ou um parque temático a uma estadia, como por exemplo, uma estadia em Setúbal e com um cruzeiro no Sado para observar os golfinhos inclusive ou uma estadia em Coimbra com entradas no Portugal dos Pequenitos. Obviamente esta estratégia não se implementa de um dia para o outro. É por isso que nesta caminhada de 10 anos, a Odisseias tem vindo a construir relações com diferentes parceiros e fornecedores, por forma a conseguir disponibilizar aos nossos clientes as melhores experiências. Mais uma vez está na nossa génese procurar sempre as melhores experiências para os nossos clientes, e isso já vem a ser feito há 10 anos, desde a fundação da empresa. Poderemos falar em pequenas adaptações na estratégia, mas essas estão intimamente relacionadas com as particularidades dos diferentes canais de venda onde a Odisseias opera.
Briefing | Que investimento tem sido feito para o reposicionamento? E para a criação da nova campanha?
FC | Na verdade, e como foi dito antes, não está a existir uma mudança de posicionamento. Estamos sim a afirmar o posicionamento que está na génese da Odisseias. Somos uma empresa de experiências. Para esse reforço do posicionamento enquanto marca top-of-mind das experiências tem sido efetivamente feito um investimento forte não só ao nível da comunicação, mas também na formação interna da empresa. No fundo estamos a falar de um envolvimento de todas as equipas comerciais, marketing, apoio ao cliente, departamento financeiro, neste posicionamento de disponibilizar aos nossos clientes as melhores experiências. Para esta nova campanha, o investimento é considerável, mas muito alinhado com a estratégia da empresa no sentido de reforçar o posicionamento e sermos a escolha quando se fala de experiências. Adicionalmente, e fazendo a Odisseias 10 anos, obviamente não iremos deixar passar a data em branco.
Briefing | Qual foi a agência responsável pela conceção da nova campanha da Odisseias? E qual o conceito que procuram apresentar com essa campanha?
FC | Toda a campanha está a ser trabalhada e desenhada pela nossa equipa de marketing. O conceito ainda não podemos adiantar, vão ter de esperar para ver nas ruas.
Briefing | Em que suportes vai circular a nova campanha?
FC | A nova campanha vai estar nas ruas de Lisboa e do Porto em mupis, imprensa nacional e rádio, além de uma forte presença no online.
Briefing | Em números, que resultados obteve a Odisseias em 2014? E quais as metas para o presente ano?
FC | Tem sido uma aventura vertiginosa com taxas de crescimento muitas vezes nos três dígitos. São 10 anos de crescimento contínuo, o que é impressionante. O entusiasmo mantém-se o mesmo de quando começámos. Nos últimos anos aumentámos o volume de negócios 300% em 2012, 140% em 2013, 25% em 2014, e este ano em que assinalamos os 10 anos da Odisseias, temos a previsão de crescer entre 25 a 30%. Em 2012 tínhamos uma equipa com 30 pessoas, e neste momento já passámos os 80 colaboradores.
Briefing | Além da nova campanha o que podemos esperar da Odisseias para 2015?
FC | Este ano representa para a Odisseias um marco muito importante, pois a empresa comemora 10 anos, vamos lançar novos projetos de e-commerce que oportunamente serão divulgados, e ao mesmo estamos a estudar aquisições de projetos já existentes que complementem a nossa operação. O nosso objetivo é até 2020 sermos líderes do comércio eletrónico em Portugal.

A celebrar o 10º aniversário, a Odisseias continua a assumir-se como uma empresa que proporciona experiências aos seus clientes. Agora, a companhia administrada por Francisco Costa, prepara-se para lançar uma campanha de reforço a este posicionamento e para mostrar como quer marcar o seu lugar enquanto top-of-mind na venda de experiências e viagens online.