Briefing | Porque é que a Torke+CC decidiu criar este produto?
Rodrigo Rodrigues | Decidimos criar este produto por dois motivos que estão interligados:
O primeiro tem a ver com uma evolução natural da forma como nós, TORKE+CC, temos trabalhado os projetos com os nossos clientes, através de processos de co-criação entre as equipas que gerem as marcas e a equipas da TORKE+CC,da Couture em Portugal e da Superette no Benelux. O segundo motivo é que acreditamos ser nossa responsabilidade, como agência criativa, criar novos formatos e novas maneiras de demonstrar que, não só é possível trabalhar desta forma, como conseguimos trazer resultados muito interessantes para as empresas com quem trabalhamos.
Briefing | Que retorno é que espera desta iniciativa?
RR | Já temos interesse de pelo menos dois clientes em fazer um Creative Retreat em Portugal. Sabemos que o modelo funciona e traz resultados. Na Bélgica a aceitação está também a ser interessante. Acima de tudo esperamos ter marcas, empresas e equipas que aceitem este desafio de trabalhar de maneira menos convencional e que passem a incluir um Creative Retreat como uma forma excelente de preparar os seus planos de comunicação anuais, ou até de incutir processos de criatividade e pensamento criativo na resolução dos mais diversos desafios. O melhor retorno são os resultados que estes Creative Retreats podem trazer aos projetos, desafios, problemas, o que seja, que os clientes trouxerem para trabalharmos em conjunto. O resto é um meio para atingir esse fim.
Briefing | O que torna estes retiros diferentes de um workshop numa sala de uma empresa?
RR | O processo criativo tem sido muito estudado, discutido e procura-se entendê-lo de forma aprofundada. Há várias teorias mas, na TORKE+CC somos mais práticos. Sabemos que retirar as pessoas – neste caso os marketeers e responsáveis das marcas – do seu habitat e levá-los para outro meio envolvente, despoleta e aumenta a capacidade criativa. Recentemente estive num bootcamp criativo em Vila Madalena em São Paulo, retirado do meu dia-a-dia, dos meus hábitos, da minha realidade, e de facto senti que a cabeça começa a estar preparada para outros processos, outra forma de pensar e de resolver problemas e desafios! Queremos proporcionar um ambiente livre, seguro e criativo, alavancado em processos que, como agência de consultoria criativa, estamos habituados a fazer e que permitem atingir resultados muito bons. A diferença é a própria originalidade do formato em termos de envolvente e programação, que culmina no próprio objetivo: O de ser um retiro criativo.
Briefing | Porque é que os retiros decorrem em Portugal e no Benelux?
RR | São duas regiões onde temos escritórios, equipas adequadas e parcerias para o fazer e onde sentimos, junto dos clientes, que faz sentido trabalharmos desta forma. Começa a haver essa cultura e essa pré-disposição. É importante realçar que não é estanque que uma empresa do Benelux não possa vir a Portugal fazer um Creative Retreat ou que uma equipa que gere uma marca portuguesa não possa ir ao Benelux para esse efeito. Até o incentivamos, pela tal zona de desconforto e de novidade que trará maior liberdade criativa e estratégica.
Hoje em dia as barreiras físicas são cada vez menores e por isso acaba por ser um convite não só a pensar mas também a agir de forma menos convencional.
Estamos a estudar a possibilidade de realizar estes retiros também no Brasil – uma vez que temos escritórios em São Paulo e pode ser que aconteça mais cedo do que prevíamos.
Briefing | Como é que se enquadra na redefinição estratégica da Torke+CC?
RR | Como dissemos anteriormente enquadra-se na perfeição como uma evolução natural. Atualmente somos uma agência de consultoria criativa que aposta na co-criação com os nossos clientes. Somos um grupo de pessoas, de equipas, que conseguimos chegar mais longe sempre de forma colaborativa. Assumimos que nunca iremos saber tanto do negócio/indústria de uma determinada marca como quem a gere todos os dias. E sabemos que com um novo olhar, com pensamento estratégico e criativo, em conjunto, podemos chegar aos resultados que temos chegado. Seja eles angariar com Rexona mais de 130.000 kms para criar a primeira escola nacional de atletismo adaptado ou criar com a FOX a primeira loja mundial onde se paga com sangue, ou ainda ajudar a encontrar o Ultimate Fan com a McDonald’s, entre muitos outros. Estes exemplos espelham desafios muito diferentes, com objetivos distintos, acima de tudo com outputs bem díspares – desde uma campanha totalmente integrada a uma pop-up store ou mesmo um vídeo para digital – mas que têm todos algo em comum: conseguimos resolver e ter sucesso pelo processo de co-criação. É a forma como a TORKE+CC começa a ser reconhecida e que vem de uma estratégia bem definida que, pelos resultados, nos tem dado confiança para continuar a crescer nos mercados onde estamos presentes.

